A Beira do Asfalto
Bião de Canudos
Migração e resistência em "A Beira do Asfalto" de Bião de Canudos
"A Beira do Asfalto", de Bião de Canudos, retrata de forma clara a experiência de quem deixa o sertão em busca de uma vida melhor, mas não perde o vínculo com suas origens. O trecho “A beira do asfalto / A pedi carona / É que estou na pior, sou de cocorobó / E acabou a grana” mostra a situação de vulnerabilidade do protagonista, que, sem recursos, depende da solidariedade de estranhos para seguir viagem. Essa realidade é comum entre nordestinos que, como o próprio Bião, enfrentam dificuldades econômicas e sentem saudade de casa ao buscar novas oportunidades.
A música também valoriza a generosidade e a ajuda mútua, essenciais para quem vive no sertão. Isso fica evidente nos versos “Obrigado Maria / Obrigado João / Obrigado pelo leite / O café e o pão” e “Obrigado boiadeiro / Leve a sua boiada / Obrigado por tudo / Siga a sua caminhada”, que expressam gratidão pelas pequenas ajudas do dia a dia. Ao citar Cocorobó, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, Bião liga a trajetória do migrante à história e à resistência do povo canudense, reforçando o orgulho de suas raízes. A presença da viola, instrumento tradicional, simboliza a cultura sertaneja e a esperança de quem segue em frente, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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