
Samba da Emigração
Bidinte
Saudade e resistência em "Samba da Emigração" de Bidinte
Em "Samba da Emigração", Bidinte retrata de forma direta e sensível a experiência do imigrante africano, especialmente a partir de sua vivência pessoal na Espanha. O verso repetido “Imigrantis ka ten ora di durmi” (“Imigrantes não têm hora de dormir”) destaca não só a insônia física, mas também a inquietação emocional de quem vive longe de casa, sem conseguir encontrar paz. A saudade da terra natal é um tema central, evidenciado em trechos como “Bin dja pa mi, nha tera na txoman / N' ta pasa noti sin durmi” (“Vim de lá, minha terra está longe / Passo as noites sem dormir”), mostrando o sofrimento e a esperança constante de reencontro com as origens.
A letra traz elementos do cotidiano da Guiné-Bissau, como “suti di mantanpa di goiaba” e “xuria di rama di kuku tras di oredja”, que evocam memórias simples e reforçam o contraste com a vida no exterior. O mar aparece como símbolo ambíguo: representa tanto o perigo da travessia quanto a distância que separa o imigrante de sua terra. A expressão “maron di mar” reforça esse sentimento de estar à deriva, carregando o peso da travessia. Ao abordar “koitadesa na mundu” e “grandesa na mundu”, Bidinte destaca a vulnerabilidade e a força dos imigrantes, valorizando sua dignidade e a luta diária por uma vida melhor, mesmo diante das dificuldades e do preconceito no país de destino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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