
Perfume de Gardenia
Bienvenido Granda
“Perfume de Gardenia”: devoção amorosa e pureza ideal
“Perfume de Gardenia”, bolero composto em 1936 por Rafael Hernández Marín e eternizado por Bienvenido Granda — o “Bigode que Canta”, voz emblemática da Sonora Matancera —, é uma declaração de admiração que se transforma em devoção. O narrador se dirige à mulher sem drama nem conflito, exaltando uma beleza luminosa e serena, tratada quase como algo sagrado. A canção se consolida como tributo contínuo: a imagem da flor funciona como emblema do amor ideal e da presença marcante dessa amada.
As imagens sensoriais sustentam esse culto amoroso. Versos como “Perfume de gardenia tiene tu boca” (Sua boca tem perfume de gardênia) aproximam o desejo do aroma íntimo; “Bellísimos destellos de luz en tu mirar” (Belíssimos lampejos de luz no seu olhar) projetam o olhar como fonte de brilho; e “Se mueven tus cabellos cual ondas de la mar” (Movem-se seus cabelos qual ondas do mar) dão movimento natural ao encanto. Depois, a letra desloca o foco do carnal ao ideal: “Y llevas en el alma la virginal pureza” (E levas na alma a pureza virginal) / “De un místico candor” (De um místico candor). No refrão, o motivo se condensa em “Perfume de gardenia / Perfume del amor” (Perfume de gardênia / Perfume do amor), síntese do símbolo central do bolero. A interpretação cálida de Bienvenido Granda reforça essa serenidade devocional, o que explica a permanência do tema como clássico amplamente regravado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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