
A Banca do Distinto
Billy Blanco
Crítica social e ironia em "A Banca do Distinto" de Billy Blanco
"A Banca do Distinto", de Billy Blanco, faz uma crítica direta ao preconceito racial e à arrogância das elites brasileiras. Inspirada em um episódio real vivido pela cantora Dolores Duran, que foi vítima de discriminação por um frequentador racista, a música expõe comportamentos elitistas e excludentes. O trecho “Não fala com pobre, não dá mão a preto / Não carrega embrulho” mostra claramente a postura do personagem retratado, um "doutor" que evita contato com pessoas negras e se recusa a realizar tarefas consideradas inferiores. Ao trazer esse contexto para a letra, Billy Blanco denuncia não só o racismo, mas também a hipocrisia e a distância social de quem se acha superior.
A crítica se aprofunda quando a música ironiza a fragilidade do status social. No verso “A bruxa que é cega esbarra na gente / E a vida estanca / O enfarte lhe pega, doutor / E acaba essa banca”, a "bruxa" simboliza a morte, que não distingue classe ou cor. A frase “Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal” reforça que quanto maior a arrogância, maior será a queda. O final, “Todo mundo é igual quando o tombo termina / Com terra por cima e na horizontal”, resume a mensagem: diante da morte, todas as diferenças desaparecem. Assim, a canção usa ironia e imagens marcantes para questionar a soberba e defender a igualdade entre as pessoas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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