
Febre de Icaro
Bizarra Locomotiva
A busca por transcendência e limites em “Febre de Icaro”
“Febre de Icaro”, da Bizarra Locomotiva, utiliza o mito de Ícaro como metáfora para explorar o desejo de ultrapassar limites, mesmo diante do risco de autodestruição. O verso “Na febre de Ícaro / Morto, sonho mais alto” mostra uma busca intensa por algo além do comum, sugerindo que, mesmo após a queda, o impulso de sonhar e almejar alturas maiores continua. Essa referência ao mito grego, em que Ícaro cai por voar alto demais com asas de cera, destaca o perigo da ambição sem limites. Aqui, a “febre” simboliza tanto a obsessão quanto o delírio de quem não aceita a mediocridade, mesmo sabendo dos riscos envolvidos.
A letra traz uma atmosfera densa e introspectiva, marcada por imagens de isolamento e desconexão, como em “Conheço a solidão / Do permanecer acordado” e “Consumo o último pacote de rostos negros”. Esses trechos sugerem uma existência solitária e emocionalmente desgastada. Já o verso “Descia alegre e barulhento / Ofertavam-me sorrisos / Mas eu queria saber um pouco da morte” revela uma recusa à superficialidade das relações e uma atração pelo lado sombrio da vida. O silêncio, citado várias vezes, representa o consentimento passivo diante do sofrimento ou a ausência de respostas, ampliando o tom sombrio da canção. O contexto do álbum “Mortuário” e a tradição da banda em abordar temas sombrios reforçam essa reflexão sobre a condição humana, a solidão e o fascínio pelo limite entre vida e morte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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