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Sonnets / Unrealities XI

Björk

A vulnerabilidade do amor em "Sonnets / Unrealities XI"

Em "Sonnets / Unrealities XI", Björk aborda a tensão emocional que existe mesmo nos momentos mais felizes de um relacionamento. Inspirada no poema de E.E. Cummings, a letra expõe o medo constante de perder quem se ama, mesmo quando tudo parece estar bem. Björk compara esse sentimento ao ato de carregar um vaso chinês por uma rodovia, sempre com receio de que ele se quebre a qualquer momento. Essa imagem traduz a fragilidade e a ansiedade presentes em relações intensas, onde a felicidade é acompanhada pela preocupação com a possível perda.

A música desenvolve a ideia de que, caso a pessoa amada se apaixone por outro, o eu lírico pede que seja avisado com uma simples mensagem, para que possa desejar felicidade ao novo casal. Esse gesto demonstra uma generosidade resignada, mas também revela uma tristeza profunda. O verso final, “then I’ll turn my face and hear one bird sing terribly far in the lost lands” (então eu virarei meu rosto e ouvirei um pássaro cantar terrivelmente distante nas terras perdidas), reforça o sentimento de isolamento e melancolia diante da separação. Os arranjos corais criam uma atmosfera quase religiosa, intensificando o tom contemplativo da canção, que reflete sobre o amor, o desapego e a aceitação do sofrimento como parte inevitável da vida afetiva.

Composição: Björk / E. E. Cummings. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Gustavo. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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