Recanto Africano
Bloco da Laje
Reivindicação e alegria em "Recanto Africano" do Bloco da Laje
"Recanto Africano", do Bloco da Laje, propõe uma nova leitura do espaço público ao afirmar que o chamado Recanto Europeu do Parque da Redenção "sempre foi africano". Esse verso não é apenas uma provocação, mas um posicionamento político que resgata a memória negra do parque, reconhecendo-o como um local de luta e liberdade para a população negra durante a escravidão. Ao rebatizar o espaço, o grupo desafia a narrativa oficial e valoriza a presença e resistência afro-brasileira, transformando o ensaio do bloco em um ato de afirmação cultural e histórica.
A atmosfera festiva da música aparece em versos como “É purpurina, poeira e tinta cor / A gasolina, a kombi, o gerador”, que destacam o espírito carnavalesco e coletivo do Bloco da Laje, marcado pela mistura de arte, música e ocupação do espaço urbano. O trecho “correndo eu vou ver o meu amor” pode ser entendido tanto como a expectativa de encontrar alguém especial quanto como uma metáfora para o amor pelo carnaval, pelo bloco e pela celebração comunitária. Dessa forma, a canção une alegria, resistência e pertencimento, mostrando que o carnaval é também um espaço de memória, identidade e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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