14 de Novembro de 2024, às 12:00
A trilha sonora do filme Ainda Estou Aqui, lançado em novembro de 2024, foi cuidadosamente selecionada para embalar cada cena e intensificar as emoções do espectador, como uma celebração da música brasileira.

Com faixas que vão de clássicos da Tropicália a canções de protesto, a trilha sonora da produção conta com músicas de Tim Maia, Gal Costa, Caetano Veloso e outros ícones para contar uma história visceral, baseada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva.
Continue lendo para saber tudo sobre as músicas da produção, que traz Fernanda Torres como grande destaque e transporta os espectadores para o Brasil de 1971, propondo uma profunda reflexão sobre a história do nosso país e a luta por liberdade.
Ainda Estou Aqui se passa em 1971, em plena ditadura militar, apresentando uma visão sensível dos desafios enfrentados por uma família em busca de justiça e esperança, com nomes como Fernanda Torres, Selton Mello e Fernanda Montenegro no elenco estelar.
Escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como o candidato brasileiro ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, o filme tem uma seleção musical com músicas que vão do clássico ao contemporâneo, como um convite para reviver os anos 1970.
Assinada pelo australiano Warren Ellis (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford e A Qualquer Custo), a trilha sonora do filme Ainda Estou Aqui tem tudo para emocionar os espectadores. Veja só!
Um hino de resistência e alegria, A Festa do Santo Reis, sucesso de Tim Maia, ecoa pelos momentos mais esperançosos do filme, celebrando a vida e a união do povo, em contraste com a repressão da ditadura militar.
A irreverência e a crítica social de Tom Zé tornam Jimmy, Renda-Se uma obra quase sob medida para Ainda Estou Aqui. A canção, com sua sonoridade experimental, reflete a inquietação da juventude da época e a busca por novas formas de expressão.
Um clássico do rock brasileiro, É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo, de Erasmo Carlos, entrou para a trilha sonora do filme Ainda Estou Aqui como um chamado à ação e um hino de esperança para os personagens que lutam por um futuro mais justo.
A voz inconfundível de Gal Costa em Acauã leva os espectadores para um universo místico e sensual, refletindo a complexidade dos sentimentos e as transformações pelas quais os personagens de Ainda Estou Aqui passam.
Um clássico polêmico da música francesa, Je t’aime moi non plus, de Serge Gainsbourg e Jane Birkin, traz um toque de sensualidade e transgressão para a trilha sonora ao representar a busca por liberdade e prazer em meio à repressão.
Outro hino dos anos 1970 que figura no filme é Baby, sucesso de Os Mutantes, que traz seu ritmo irresistível e tom irreverente para um momento leve e descontraído do filme. A cena revela a cumplicidade entre os personagens e alivia um pouco a tensão da narrativa.
Com uma mistura de humor e crítica, a voz de Juca Chaves aparece em Take Me Back to Piauí, num momento de reflexão sobre as raízes e a identidade cultural brasileira. É mais uma tentativa de levar leveza a uma trama tensa e pesada.
Agoniza Mas Não Morre, colaboração de Nelson Sargento e Beth Carvalho, embala uma cena de resistência, simbolizando a luta por sobrevivência e a esperança em tempos de dificuldade e repressão. À altura da história do samba no Brasil!
Uma das canções mais famosas de Roberto Carlos, As Curvas da Estrada de Santos é uma faixa usada de forma quase literal em Ainda Estou Aqui, embalando uma sequência de viagem em meio às incertezas enfrentadas pelos personagens.
Os filmes mais aguardados de 2024: confira a lista de estreias
O “Rei” da Jovem Guarda emplacou outra música na trilha sonora do filme Ainda Estou Aqui: Como Dois e Dois é utilizada para destacar um momento de introspecção e revelação, com a voz de Roberto Carlos pontuando questões de amor e perda.
O sucesso soul de Donny Hathaway The Ghetto aparece em uma cena que aborda temas de desigualdade social e resistência, conectando o contexto brasileiro com lutas globais por justiça.
Canções de protesto: relembre 10 músicas inesquecíveis
O suingue inconfundível de Caetano Veloso traz a Tropicália a Ainda Estou Aqui com Fora de Ordem, uma crítica afiada à sociedade, em uma cena que expõe as contradições políticas e sociais da época.
10 músicas com críticas sociais que você precisa conhecer
Fechando o filme com um tom mais alegre para representar a esperança, Gal Costa celebra a autenticidade e a força do povo brasileiro em Falsa Baiana, resgatando um espírito de leveza após momentos intensos.
Se você gostou do conteúdo sobre a trilha sonora do filme Ainda Estou Aqui, confira a playlist de temas de filmes para relembrar as melhores músicas da história do cinema!
Você vai se emocionar com o encontro de canções com a sétima arte em filmes como 007, 8 Mile: Rua das Ilusões, O Guarda-Costas e muitos outros sucessos!




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