Biografia do AC/DC: conheça a história da banda de hard rock

Biografias · Por Renata Arruda

25 de Fevereiro de 2026, às 11:00


A biografia do AC/DC não deixa dúvidas: formada em 1973 e uma das mais famosas bandas de hard rock do planeta, o grupo é considerado um dos mais importantes nomes da história da música.

AC/DC
Créditos: Divulgação

Com milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, o AC/DC passou por diversas formações ao longo da carreira. Atualmente, a banda é liderada por Angus Young e conta com Brian Johnson nos vocais, Stevie Young na guitarra base, Chris Chaney no baixo e Matt Laug na bateria.

Vem saber mais sobre a história da banda em nossa biografia do AC/DC!

AC/DC: biografia e história da banda

Diferente de muitas bandas, a história da formação do AC/DC é bem banal. Filhos de uma família de sete irmãos, os músicos George, Malcolm e Angus Young nasceram na Escócia e, em 1963, se mudaram para a Austrália.

O mais velho dos três, George, foi o primeiro a se tornar músico. Ele aprendeu a tocar guitarra e entrou para a banda Easybeats, uma das mais famosas da Austrália nos anos 60.

Em 66, o grupo conseguiu emplacar um sucesso internacional e chegou até a abrir um show dos Rolling Stones. 

Isso chamou a atenção dos irmãos mais novos, que resolveram seguir seus passos. Assim, Malcolm Young entrou para uma banda de Newcastle, chamada Velvet Underground (homônima do grupo nova-iorquino liderado por Lou Reed).

Angus Young, por sua vez, era apaixonado por guitarra desde criança. Sua estreia na música foi como guitarrista do grupo Kantuckee, que mais tarde se tornaria Tantrum.

A origem do nome AC/DC

Em 1973, Malcolm e Angus Young decidiram montar sua própria banda. Para que pudessem se apresentar ao vivo, passaram algum tempo pensando sobre qual seria o nome escolhido.

Então, eles notaram a máquina de costura da irmã Margaret Young, que trazia os sinais AC/DC, abreviação em inglês para Corrente Alternada/Corrente Contínua.

Achando que o nome simbolizava perfeitamente a energia da banda, resolveram batizá-la como AC/DC.

AC/DC, representantes dos anos 80 no Dia do Rock
Créditos: Divulgação

No documentário Behind The Music, Malcolm Young contou que chegou a pensar em mudar o nome da banda após descobrir que AC DC era uma gíria local para pessoas bissexuais. 

E para quem tem dúvidas, o nome da banda é pronunciado como uma letra por vez. No entanto, na Austrália o AC/DC é conhecido como Acca Dacca.

O início da banda

Com a banda formada, os irmãos decidiram recrutar o baixista Larry Van Kriedt, o baterista Colin Burgess e o vocalista Dave Evans. A primeira apresentação do AC/DC foi em um clube, em Sidney, tocando músicas de Chuck Berry durante o réveillon.

Depois de assinarem contrato com a gravadora Albert Productions, o baterista foi demitido. Em seguida, foi a vez dos outros músicos, que não foram considerados adequados para a banda. 

Ao longo de 1974, vários baixistas e bateristas passaram pelo AC/DC. Em setembro daquele ano, o cantor Bon Scott assumiu como vocalista da banda.

Em 1975, a formação inicial do grupo seria estabelecida com Bon Scott nos vocais, Mark Evans no baixo, Phil Rudd na bateria e os irmãos Young nas guitarras.

Foi também em 1975 que a banda lançou seu primeiro álbum, High Voltage, gravado em apenas dez dias. Em seguida, lançaram T.N.T., seu segundo trabalho. Os discos saíram apenas na Austrália.

Sucesso internacional e morte de Bon Scott

O sucesso não demorou para acontecer para o AC/DC. Em 1976, eles assinaram com a Atlantic Records e passaram a excursionar pela Europa, abrindo shows de nomes como Black Sabbath, Kiss, Styx e Aerosmith.

No mesmo ano, a nova gravadora colocou no mercado internacional uma coletânea com músicas dos dois primeiros trabalhos da banda. O álbum foi um grande hit, vendendo 3 milhões de cópias no mundo.

Apesar de bem-sucedido, o AC/DC só alcançou o topo das paradas internacionais com seu sexto álbum, Highway To Hell, lançado em 1979. Produzido por Mutt Lange, o disco foi o primeiro da banda a entrar para o Top 100 nos EUA.

Também foi o último gravado pelo vocalista Bon Scott. Isso porque ele faleceu em fevereiro de 1980, após intoxicação alcoólica.

Back In Black: o clássico do AC/DC

Com a morte repentina de Scott, a banda chegou a pensar em desistir da carreira. No entanto, resolveram continuar.

O escolhido para ocupar o posto do falecido vocalista foi Brian Johnson, com quem a banda lançou o lendário Back In Black.

Gravado nas Bahamas, o sétimo álbum do AC/DC apresentou ao público canções como Back In Black, Hells Bells, You Shook Me All Night Long e Shoot To Thrill, se tornando um sucesso imediato.

Lançado em 1980, Back In Black é o álbum de rock mais vendido de todos os tempos e o segundo álbum mais vendido da história, ficando atrás de Thriller, do Michael Jackson.

O disco integra a lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Declínio e recomeço

Depois do sucesso de Back in Black, a banda experimentou o declínio. Passando por um clima de brigas, que resultou na saída do baterista Phil Rudd, em 1983 o AC/DC lançou seu nono disco, Flick of the Switch, que recebeu recepção comercial abaixo do esperado.

E assim permaneceu até 1988, quando o grupo lançou Blow Up Your Video, que foi um sucesso.

Passando por várias formações diferentes, lançamentos de sucesso e turnês lotadas, em 2000 o AC/DC fez uma pausa no lançamento de material inédito.

Biografia do AC/DC: Black Ice e os próximos passos

Após anos de hiato, em 2008 a banda retornou com Black Ice, seu décimo quinto álbum. Ele estreou em primeiro lugar nas paradas de 29 países e foi o segundo disco mais vendido do mundo naquele ano.

Isso fez com que o AC/DC entrasse para os artistas mais vendidos da história nos Estados Unidos.

O AC/DC lançou em 2020 seu álbum mais recente, Power Up. Foi o primeiro desde a morte de Malcolm Young, falecido em 2017 devido à demência.

Reunindo Angus Young e Brian Johnson à frente de uma nova formação, que inclui Stevie Young na guitarra base, Chris Chaney no baixo e Matt Laug na bateria, em fevereiro e março de 2026, o grupo volta ao Brasil após mais de uma década.

Os dias 24 e 28 de fevereiro e 4 de março no estádio MorumBIS, em São Paulo, marcam o reencontro com o público brasileiro.

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