27 de Maio de 2025, às 12:00
A biografia do System of a Down é capaz de surpreender até os fãs mais experientes do rock ‘n roll, pelas idas e vindas que personificam a expectativa e pelo talento e pela criatividade de um dos maiores nomes da história do metal progressivo.

Com sua sonoridade carregada de crítica social, o System of a Down conquistou o mundo a partir da Califórnia, onde foi formado em 1994 por músicos descendentes de armênios, misturando metal, rock alternativo e influências do Oriente Médio.
Desde então, entre idas e vindas, o grupo lançou cinco álbuns de estúdio que marcaram uma geração, venderam mais de 12 milhões de cópias e conquistaram quatro indicações ao Grammy. Vem conhecer os momentos mais importantes da carreira da banda!
A banda System of a Down (SOAD) foi formada em 1994, em Glendale, Califórnia (EUA), por quatro músicos de descendência armênia: Serj Tankian (vocais e teclados), Daron Malakian (guitarra e vocais), Shavo Odadjian (baixo) e Andy Khachaturian (bateria).
O embrião da banda surgiu em 1992, quando Tankian e Malakian se conheceram em um estúdio de gravação, onde ambos trabalhavam em projetos diferentes. Embora tivessem uma diferença de idade de 8 anos, se aproximaram por pura afinidade musical.
A dupla formou uma banda com o nome de Soil, com Dave Hakopyan no baixo e Dingo Laranio na bateria. Shavo Odadjian inicialmente atuava como empresário da banda, mas logo passou a integrar o grupo como segundo guitarrista.
A banda teve uma curta trajetória: apenas um show e uma jam gravada antes de se dissolver. Logo em seguida, Tankian, Malakian e Odadjian resolveram se juntar para fundar o System of a Down.
A nova banda teve seu nome inspirado no poema Victims of a Down, escrito por Malakian, mas teve a palavra “victims” substituída por “system” para soar mais impactante.
O nome também faria a banda ser posicionada nas prateleiras de álbuns próximo ao nome da Slayer, uma das principais inspirações do então novo grupo.
A formação da banda ficou completa com a chegada do baterista Andy Khachaturian, que havia tocado com Malakian na banda Snowblind.
Nos dois anos seguintes, o grupo gravou e lançou suas primeiras três demos, que não foram lançadas comercialmente, mas circularam entre os fãs, já mostrando a identidade sonora do grupo.
Em 1997, Khachaturian foi substituído por John Dolmayan, consolidando a formação clássica do SOAD. No mesmo ano, eles gravaram a última demo e chamaram a atenção de Rick Rubin, fundador da American Recordings, que decidiu apostar no grupo.
A banda gravou o primeiro álbum, System of a Down, em 1998, trazendo faixas como Sugar e Spiders. Na sequência, o grupo embarcou em uma série de turnês, se consolidando como uma força emergente no metal alternativo.
A ascensão ao estrelato aconteceu com Toxicity (2001), lançado em setembro de 2001. O disco estreou em primeiro lugar nos EUA e no Canadá, chegando ao status de multiplatina.
Misturando metal, punk e música tradicional armênia, com letras críticas e politizadas, o SOAD conquistou o público e a crítica na esteira do sucesso de Chop Suey!, que gerou burburinho na época dos atentados de 11 de setembro.
A faixa precisou ser removida das rádios por conter versos como “eu não acho que você acredita no meu suicídio egoísta”. Apesar disso, o clipe fez sucesso, assim como os sucessores Toxicity e Aerials, firmando o SOAD entre os gigantes do rock nos anos 2000.
No final de 2001, faixas inacabadas que foram descartadas de Toxicity vazaram na internet. Em resposta, a banda decidiu finalizar e lançar oficialmente essas músicas como o álbum Steal This Album! (2002).
O nome faz referência ao livro anarquista Steal This Book, de Abbie Hoffman, e também critica o vazamento e a comercialização indevida das faixas.
O disco incluiu Innervision e contou com um videoclipe de Boom! com direção de Michael Moore e um protesto contra a Guerra do Iraque. O disco manteve a força criativa da banda, com forte cunho político, e também recebeu disco de platina nos EUA.
Três anos depois, o SOAD surpreendeu o mundo ao lançar um álbum duplo em partes separadas: Mezmerize e Hypnotize, com um intervalo de seis meses entre eles.
Ambos estrearam em primeiro lugar na Billboard 200, com forte coesão temática e sonora, abordando temas como o caos político, o imperialismo e questões existenciais.
O primeiro single do projeto, B.Y.O.B. criticou a guerra e o alistamento militar, garantindo à banda o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock.
Hypnotize repetiu o feito do antecessor e também estreou no topo da Billboard 200, o que tornou o System of a Down o quarto artista da história (ao lado de Beatles, 2Pac e DMX) a alcançar dois álbuns de estúdio no topo das paradas em um único ano.
O projeto surfou no sucesso dos singles Hypnotize, Vicinity of Obscenity e Lonely Day, que acabou indicada ao Grammy de 2007, além de ter contado com uma colaboração com o Wu-Tang Clan na faixa Shame.
Ao longo de sua biografia, o System of a Down acumulou uma série de prêmios e nomeações que refletem seu impacto cultural. Só no Grammy, foram quatro indicações e uma vitória como Melhor Performance de Hard Rock, por B.Y.O.B. (2006).
O grupo também recebeu indicações ao MTV Video Music Awards, MTV Europe Music Awards, American Music Awards, Rock City Awards e outras premiações de peso na indústria musical.
Mais que isso, o SOAD se tornou uma banda conhecida e admirada por utilizar sua visibilidade para promover causas sociais e políticas, especialmente o reconhecimento do genocídio armênio, tema presente em diversas músicas.
O grupo chegou a ser homenageado pelo documentário Screamers (2006), dirigido por Carla Garapedian, que apresentou entrevistas com membros da banda e imagens da luta por reconhecimento do genocídio.
Assim, mesmo com apenas cinco álbuns de estúdio, o SOAD conseguiu deixar uma marca profunda na música, combinando agressividade musical, experimentação, consciência social e identidade cultural armênia para criar uma fórmula única, difícil de replicar.
No auge após o lançamento de Hypnotize, o System of a Down surpreendeu os fãs ao anunciar um hiato em 2006, com seus integrantes se dedicando a projetos paralelos.
Serj Tankian seguiu carreira solo, Daron Malakian fundou a banda Scars on Broadway e Shavo Odadjian começou a trabalhar como produtor e artista visual.
A banda se reuniu em 2010 para turnês ao vivo, mas só voltou a lançar faixas inéditas em 2020: os singles Protect the Land e Genocidal Humanoidz, inspirados na guerra na região de Nagorno-Karabakh, em defesa do povo armênio.
As duas canções chegaram ao Top 20 da parada Hot Rock & Alternative Songs, mostrando a relevância contínua da banda e de seu engajamento político.
Depois de anos de especulações e apresentações esporádicas, o SOAD voltou a rodar o mundo com a turnê Wake Up!, em 2025, que marcou o retorno à América Latina — e ao Brasil — após uma década de ausência, atraindo mais de 500 mil pessoas.
Em entrevistas recentes, Daron Malakian demonstrou reservas sobre o processo criativo dentro do grupo. Ele destacou que, embora haja vontade de criar, desafios como a direção artística e as diferenças entre os membros tornam a volta aos estúdios mais complexa.
Por outro lado, Shavo Odadjian revelou otimismo, afirmando que a banda está “testando as águas” com uma agenda mais densa de shows em 2025, o que pode indicar uma reaproximação entre os integrantes e um possível novo capítulo na trajetória do SOAD.
A biografia do System Of A Down é repleta de letras fortes, que representam a identidade da banda e sua luta em torno dos direitos humanos e da liberdade do povo armênio.
Por isso, vale a pena conferir o conteúdo exclusivo com as melhores frases do System Of A Down!

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