As melhores músicas para ajudar no relaxamento

Curiosidades · Por Hugo Iwaasa

8 de Março de 2019, às 11:05

A música faz parte da nossa vida desde os primeiros dias. As mães cantam para acalmar seus bebês, pais ensinam músicas para seus filhos, e nos primeiros contatos sociais das crianças, quando estão na escolinha, há diversas músicas que são usadas para ensinar os conteúdos. Quem não lembra das músicas que cantávamos em inglês para aprender os números?

É inegável que, a todo momento, temos algo tocando perto de nós, seja o tocar do despertador ou até as propagandas de rádio que ouvimos em nosso café. E com o passar dos anos, nossa rotina vai se tornando cada vez mais musical.

Quem nunca colocou o fone de ouvido, deu play naquela playlist preferida para animar e foi à luta para o trabalho ou estudos? Aposto que agora mesmo você está ouvindo uma das suas playlists, não estou certo?

Você já deve ter percebido que suas emoções mudam conforme o som que você está escutando. Existem diversas pesquisas feitas por especialistas que procuram saber como a música afeta nosso cérebro.

Nesse texto vamos falar um pouco sobre essas pesquisas e como a música pode ser uma ferramenta terapêutica para o relaxamento e para o controle da ansiedade.

Como a música atua no nosso cérebro?

Segundo um estudo da Universidade da Flórida, cada parte que compõe a música afeta uma região em específico do nosso cérebro. Com uma playlist adequada, é possível estimular diferentes regiões do cérebro para que se tenha o relaxamento e a diminuição da ansiedade.

A pesquisa aponta que cada parte do cérebro é responsável pelo entendimento de uma parte de uma canção:

  • Ritmo: atua no córtex frontal esquerdo, córtex parietal esquerdo e cerebelo direito;
  • Tom: atua no córtex pré-frontal, cerebelo e lobo temporal;
  • Letra: atua no área de Wernicke, área da Broca, córtex visual, córtex motor e zonas de respostas emocionais.

Um outro artigo médico, agora da British Medical Journal, uma mundialmente conceituada revista especializada, revelou que músicas que possuem um ritmo semelhante aos batimentos cardíacos podem ser tão eficazes quanto medicamentos.

Por conta disso, a música auxilia ainda no controle da pressão arterial e na saúde do coração. Um bom exemplo de como a música afeta os batimentos do coração é a faixa Weightless, do grupo inglês Marconi Union.

Pare tudo que está fazendo e experimente ouvi-la por cinco minutos. Esse tempo é necessário, pois é o tempo que o corpo precisa para alinhar os batimentos cardíacos com a música. Se concentre e depois deixe nos comentários no final do texto como você se sentiu.

Arrisco  dizer que você se sentiu muito mais calmo e tranquilo. E os motivos que levaram você a  essa sensação foram base de uma pesquisa científica.

A Radox Spa, juntamente com a empresa de neuromarketing Mindlab International, liderada pelo médico David Lewis-Hodgson, concluiu que essa canção é 11% mais relaxante que qualquer outra música, de uma lista selecionada especialmente para o estudo. Nessa lista haviam artistas renomados, como Adele e Coldplay.

A explicação está na composição da canção. Os músicos da banda tiveram ajuda de neurologistas e terapeutas para desenvolver a melodia. O ritmo que prevalece é de 60 beats por minuto (BPM), o que induz a diminuição da frequência cardíaca.

Nessa mesma pesquisa, a canção Weightless foi capaz de reduzir os níveis de ansiedade em 65% dos participantes. Além de diminuir a atividade do coração e do cérebro, a melodia inibiu a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol.

Weightless é apenas um exemplo de como as músicas atuam no relaxamento do nosso corpo. Existem, ainda, músicas que são tão relaxantes quanto medicamentos tranquilizantes e que deveriam até ser proibidas de serem ouvidas no trânsito!

A utilização da música como terapia

Conhecendo as propriedades tranquilizadoras das músicas, os médicos passaram a utilizá-las como forma de tratamento de doenças e traumas. Essa técnica é conhecida como musicoterapia e surgiu oficialmente em 1944, nos Estados Unidos, mas há evidências de sua utilização desde meados de 1500 a.C, pelos egípcios.

Nessa prática, a música é utilizada como uma ferramenta de auxílio para a reabilitação física, mental e social de pacientes. Pessoas com doenças crônicas ou dificuldades de aprendizado têm uma melhor qualidade de vida quando são submetidas a esse tratamento.

Outro problema crônico, atualmente, é a ansiedade. Milhões de pessoas sofrem com isso e cada vez mais jovens são diagnosticados. Uma das causas da ansiedade é a facilidade de acesso a uma infinidade de informações disponíveis na internet aliada à dificuldade de lidar com elas, não conseguindo focar nas tarefas diárias.

A ansiedade faz com que o nosso corpo aumente a pressão arterial para agir instantaneamente. Além disso, a tensão muscular também aparece, junto de dores na barriga e diarreias. Em casos mais extremos, a ansiedade pode evoluir para ataques de pânico, o que resulta numa péssima qualidade de vida.

Geralmente, o tratamento para a ansiedade vem por meio de medicamentos convencionais, enquanto uma outra parcela dos pacientes pode ser submetida também à terapia. A musicoterapia vem surgindo como novo tipo de tratamento, graças aos estudos que falamos aqui.

Um dos métodos na musicoterapia é utilizar playlists que foram elaboradas para diminuir a tensão do paciente. Temos uma playlist para relaxar com artistas alternativos, com as bandas Radiohead, The Killers, Thirty Seconds To Mars e Arcade Fire.

Playlist música alternativa para relaxar. Na imagem, homem meditando em paisagem

O espírito é beneficiado pela música

Além dos benefícios físicos e mentais, a escolha correta das músicas também traz benefícios ao espírito, como nos depoimentos abaixo.

“Fiz radioterapia e quimioterapia e necessitava muito de força e de coragem. E o que me ajudou foi a Prece Para Ter Tranquilidade [do compositor Paiva Netto]”, contou a paciente Nadir Bortolin Rodrigues, diagnosticada com câncer de mama, em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Rádio.

Segundo Nadir, ao ouvir a melodia, ela encontrava a segurança e a determinação que seu tratamento exigia. “Ela me acalmava, dava forças, ânimo para vencer o desafio. Foi um teste muito grande, mas com essa força de Deus, eu venci o câncer.”.

Pelo lado das autoridades religiosas, também parece haver um consenso sobre o assunto. “A presença Divina, que é música pura, está presente em todas as coisas. (…) O músico vai carregar as notas e os acordes com a sua vibração, e se ele estiver antenado, afinado no diapasão de Jesus, que é o seu Novo Mandamento, a música fará muito bem a todas as pessoas”, explicou Vanderlei Pereira, maestro legionário.

Complementando sua fala, Vanderlei continua: “A música Prece Para Ter Tranquilidade, por exemplo, não foi composta pelo Irmão Paiva em dó menor por acaso. É uma tonalidade que tem um padrão espiritual fundamental, você realmente permite que o seu organismo físico retenha toda aquela partícula, essência divina, que vem por intermédio das notas musicais.”.

Já faz muito tempo que a música deixou de ser apenas um hobbie. Com o passar dos anos, ela se tornou um estilo de vida, além de auxiliar também em diversos problemas que passamos, como a ansiedade e outros transtornos mais graves.

E para você, quais são as músicas mais relaxantes? Sugerimos ouvir essa playlist para descobrir mais músicas para te tranquilizar:

Playlist Relaxando, com uma mulher ouvindo música no fone de ouvido.