27 de Julho de 2023, às 12:00
A elaborada trilha sonora de Oppenheimer certamente vai encantar não apenas os cinéfilos, mas todos que gostam de uma boa música.
Um dos filmes mais aguardados de 2023, o longa dirigido por Christopher Nolan e protagonizado pelo talentoso Cillian Murphy mergulha nos bastidores do Projeto Manhattan, revelando a trajetória fascinante do físico considerado o pai da bomba atômica.

Inspirado na obra de Kai Bird e Martin Sherwin, o filme traz à vida momentos cruciais da história mundial e a contribuição do cientista para a revolução científica. Surpreendendo a todos, a trilha sonora do filme foi criada em um curto período de tempo, em apenas cinco dias.
No entanto, a rapidez da produção não diminui em nada sua grandiosidade — pelo contrário, revela o brilhantismo e a capacidade do compositor de transmitir as nuances da história e das emoções presentes no filme.
Entenda a importância da trilha sonora para a narrativa de Oppenheimer, explorando como Ludwig Göransson utiliza os sintetizadores para dar vida à cinebiografia mais esperada do ano.
O renomado compositor Ludwig Göransson, responsável pelas músicas de filmes como Pantera Negra e Creed, precisou de apenas cinco dias para chegar às 2h30 de duração da trilha sonora de Oppenheimer.
Para compor as músicas de um filme que é tudo, menos silencioso, Göransson apelou para a tecnologia: a trilha é carregada por sintetizadores potentes, que avolumam tanto as cenas que parecem personagens em tela.
Na segunda parceria com o diretor Christopher Nolan (após Tenet, de 2020), o compositor revelou ter atuado de maneira mais próxima do cineasta, que pediu, por exemplo, uma música baseada em violinos.
Em entrevista à revista Variety, o músico explicou que trabalhou ao lado da esposa, a violinista Selena Göransson, para atender aos pedidos de Nolan.
Esse é apenas mais um exemplo do quanto Nolan e o próprio Göransson acreditam na importância da trilha sonora para contar a história de Oppenheimer.
A trilha sonora de Oppenheimer é um elemento crucial para a história de um gênio que viveu apavorado por sua própria criação, e isso não é surpresa nos filmes de Nolan.
O premiado diretor não esconde que a música é, sim, um elemento central de seus longas, e sem ela, a maioria de seus filmes não teria tido o prestígio que teve.
Afinal, você consegue imaginar o que seria da trilogia Batman sem as cordas sombrias e melancólicas, ou o terror da guerra em Dunkirk sem as batidas do relógio utilizadas por Hans Zimmer?
Em Oppenheimer, não foi diferente. O sueco Göransson conseguiu utilizar brilhantemente os trinados de violino e os trovões ruidosos que simulam explosões para garantir um tom ainda mais dramático à história do gênio por trás da bomba atômica.
Göransson recebeu o convite para compor a trilha de Oppenheimer de surpresa. Seu telefone tocou em certa manhã com um pedido para que lesse o novo roteiro de Christopher Nolan.
Depois disso, tudo aconteceu de forma bastante rápida. O artista compôs 10 minutos por dia, de segunda a segunda, durante dois meses. Depois, compilou o material em um pendrive e apresentou a Nolan.
A dupla sentou lado a lado e ouviu as músicas por dezenas de vezes, até conseguirem apontar o que havia chamado mais a atenção e faria mais sentido para o filme.
Quando as câmeras começaram a rodar para Oppenheimer, o compositor já tinha mais de 23 horas de músicas para apresentar ao diretor. À medida que os primeiros cortes brutos do filme foram surgindo, Göransson conseguiu adequar as composições às cenas.
Em entrevista ao site NME, o sueco explicou que ver a atuação de Cillian Murphy na tela, definitivamente, ajudou a chegar ao tom perfeito da trilha.
Com um violino solo, você pode tocar o vibrato mais bonito e romântico. Mas então, se você pressionar o arco fortemente e mudar a velocidade, você pode fazer algo horrível, maníaco ou neurótico em uma fração de segundo, conta Göransson.
A ideia era utilizar a música como um condutor, capaz de levar o espectador a “entrar” e “sair” de diferentes emoções durante o longa, acompanhando a atuação visceral de Murphy.
A abordagem pouco convencional de Ludwig Göransson na trilha do filme Oppenheimer chamou a atenção da crítica e já dá indícios de que a produção pode faturar ao menos algumas indicações para os principais prêmios do cinema.
O compositor vencedor do Grammy, Emmy e Oscar de Melhor Trilha Sonora por Pantera Negra (2019) já é listado entre os nomes certos nas premiações de 2023/2024.
Se depender do histórico do próprio Christopher Nolan, os fãs de Oppenheimer podem se animar: dos últimos filmes do diretor, apenas Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) não concorreu à estatueta mais cobiçada do cinema.
A trilha sonora de Oppenheimer é apenas mais uma evidência do casamento harmonioso entre cinema e música. Aproveite e confira quais são as 10 melhores trilhas sonoras da história do cinema!
A seleção vai te mostrar como a música ajuda a transmitir as nuances da história e das emoções presentes nos melhores filmes da sétima arte!


Curta as suas músicas sem interrupções
Pague uma vez e use por um ano inteiro
R$ /ano
Use o Letras sem anúncios.
R$ /ano
Benefícios Premium + aulas de idiomas com música.
Já é assinante? Faça login.