3 de Junho de 2025, às 19:12
Basta olhar o topo do Spotify Brasil para perceber: todo mundo quer saber como surgiu P do Pecado, o mais novo fenômeno do Grupo Menos é Mais.
O pagode tomou conta das paradas musicais no Brasil e conta com a estrelada participação da cantora Simone Mendes, como parte do projeto Molho, registrado em abril em Campina Grande (PB), e está firme entre as músicas mais tocadas no país.

Neste artigo, você vai descobrir os bastidores dessa colaboração histórica, conhecer os compositores por trás da faixa do Menos é Mais e entender como P do Pecado se transformou em um grande hit nacional!
P do Pecado conseguiu o grande feito de unir dois grandes nomes da música brasileira em um encontro inusitado: o grupo de pagode Menos é Mais e a cantora sertaneja Simone Mendes.
Poucas semanas após a estreia, a faixa se tornou a mais ouvida do país no Spotify Brasil, consolidando-se como um verdadeiro hit nacional que uniu os apaixonados fãs do sertanejo e do pagode.
Mas, afinal, como surgiu o hit P do Pecado, do Grupo Menos É Mais? A história da composição começou nove meses antes de seu lançamento, quando foi composta por um time de peso: Henrique Casttro, Elvis Elan, Ricardo e Ronael.
O ponto de partida foi uma situação real vivida por um amigo de Henrique, que se envolveu com uma mulher casada sem saber de seu estado civil. Quando ela revelou que era comprometida, ele já estava envolvido e decidiu continuar o relacionamento.
A narrativa da música surgiu a partir dessa história — um romance proibido e marcado por culpa e desejo.
Henrique Casttro, um dos nomes mais prolíficos do sertanejo contemporâneo, com sucessos como Liberdade Provisória e Espaçosa Demais no currículo, pensou em gravar ele mesmo a música, como parte de sua transição para uma carreira como cantor.
A faixa até chegou a ser oferecida a Gusttavo Lima, mas não despertou o interesse do Embaixador. Com isso, Henrique voltou a considerar lançá-la em um projeto próprio.
Foi aí que Dudu Borges entrou na jogada. Amigo próximo de Henrique, o produtor já havia trabalhado com o Menos é Mais e acreditava que a música tinha tudo a ver com a banda.
Quando os integrantes ouviram a faixa, o entusiasmo foi imediato, tanto que pediram exclusividade para gravá-la. Henrique, reconhecendo a afinidade da banda com o projeto, aceitou a proposta com a promessa de uma futura colaboração.
Essa nova parceria já tem até nome: Quase Me Odiando será gravada em breve com a participação de Henrique.
Curiosamente, P do Pecado nasceu com uma proposta bem diferente da versão que chegou ao público. A ideia inicial era um reggaeton com elementos de sanfona, para fugir da mesmice do sertanejo atual.
A música foi escrita durante um encontro na casa de Ronael. Com a entrada do Menos é Mais no projeto, a sonoridade foi adaptada ao estilo do grupo, ganhando novos arranjos.
A gravação aconteceu durante o registro do projeto Molho, uma espécie de álbum visual que reuniu convidados e músicas inéditas em um formato ao vivo.
Simone Mendes, conhecida por seu passado na dupla com Simaria e por sua bem-sucedida carreira solo, foi convidada para dividir os vocais, equilibrando perfeitamente com o tom melódico do Menos é Mais.
Lançada em 30 de abril de 2025, P do Pecado chegou carregada de expectativa por parte do público e dos próprios artistas envolvidos.
Desde que foi apresentada pela primeira vez durante a gravação do projeto Molho, os fãs passaram a pedir insistentemente seu lançamento nas redes sociais e nos shows da banda. O burburinho foi crescendo e a música se tornou uma das mais aguardadas do projeto.
A ansiedade se refletiu no impacto imediato que a música teve assim que foi liberada nas plataformas. Em poucos dias, P do Pecado conquistou o topo do Spotify Brasil, quebrando uma longa hegemonia do sertanejo e do funk nas paradas nacionais.
A última vez que uma faixa com forte presença do pagode havia alcançado essa marca foi em 2018, com Atrasadinha, de Felipe Araújo e Ferrugem — e antes disso, a presença do gênero no topo era rara, apesar de seu apelo massivo no circuito ao vivo.
A canção fala sobre a complexidade emocional de um relacionamento extraconjugal e de sentimentos contraditórios, como culpa, prazer, frustração e responsabilidade moral, a partir do ponto de vista do “terceiro” na relação.
Desde o início, a canção deixa claro que o protagonista não é comprometido, mas acaba se envolvendo com uma pessoa que já tem um relacionamento. A primeira estrofe descreve com clareza essa dinâmica.
Uma ligação fria
Com um convite quente
Você é uma comprometida que me liga
E eu sou o solteiro que atende
Depois que o suor seca no chão
É fácil me chamar de tentação
O eu lírico rejeita o papel de vilão, reforçando que é mais fácil culpar o outro do que encarar as próprias escolhas. A música se posiciona como um relato íntimo e um comentário social sobre como a culpa recai sobre quem está “de fora” da relação tradicional.
Como se eu fosse o culpado
Do que cê faz com o seu namorado
Como se eu que tivesse alguém
Mas, diferente de você, meu beijo não tá enganando ninguém
No refrão, é exposta a contradição vivida pelos envolvidos: a pessoa comprometida não consegue romper com o parceiro oficial, mas também não abandona o amante.
Isso cria um ciclo vicioso, onde ninguém parece plenamente satisfeito, mas todos continuam envolvidos.
Jogando erro contra erro
O seu é bem maior que o meu
Da vida, cê não tira ele
Da cama, cê não tira eu
Não joga a culpa toda pro meu lado
É você que tem alguém do lado
Eu sou apenas o P do pecado
Eu sou apenas o P do pecado
O refrão ainda reforça que a culpa é compartilhada, mas as consequências são percebidas de forma desigual. O “P do pecado” não é quem trai, mas quem é visto como símbolo do erro.
O título da música, portanto, ganha duplo significado — literal e metafórico — ao apontar tanto para a figura do amante quanto para o estigma que essa pessoa carrega socialmente.
A escolha de fazer um dueto com Simone Mendes é um dos grandes trunfos da faixa. Quando a voz feminina assume a narrativa na segunda metade da música, a letra é praticamente espelhada, com pequenas alterações, como a substituição do gênero.
Como se eu fosse a culpada
Do que cê faz com sua namorada
Esse espelhamento dá uma nova camada de interpretação à canção, pois mostra que a situação não é exclusiva de um gênero. Ambos, homem e mulher, podem estar no papel do “P do pecado”, vivenciando os mesmos conflitos e sendo julgados da mesma forma.
A composição desafia a noção tradicional de culpa em uma traição. A música não busca eximir ninguém completamente da responsabilidade, mas propõe uma visão mais equilibrada.
Em vez de apontar um único culpado, ela sugere que ambos compartilham o peso dos atos, ainda que em graus diferentes.
Assim, independentemente de como surgiu o hit P do Pecado, do Grupo Menos é Mais, não se trata apenas de uma música sobre traição. É uma narrativa bem construída, com profundidade emocional, que faz refletir sobre os limites entre desejo e culpa.
Se você gostou de saber como surgiu o hit P do Pecado, do Menos é Mais, também vai amar conferir as melhores frases de Simone Mendes, um dos maiores nomes do sertanejo contemporâneo!





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