9 de Março de 2026, às 12:00
A história de Ney Matogrosso foi contada no filme Homem com H, com trilha sonora carregada por obras que marcaram a discografia do ícone da música brasileira.
Com direção de Esmir Filho e estrelado por Jesuíta Barbosa no papel de Ney Matogrosso, o longa biográfico lançado em 2025 revisita a vida do astro desde sua infância, carreira com o Secos & Molhados e ascensão solo até as apresentações mais recentes.

Com foco em sua paixão pela arte, pela vida e pelo amor, o longa feito com autorização do próprio Matogrosso abre o jogo sobre relacionamentos marcantes que teve ao longo dos anos, incluindo Cazuza e Marco de Maria, em histórias contadas através da atuação e da música.
Confira as músicas que integram a trilha sonora de Homem com H e como se relacionam com a história de Ney Matogrosso retratada no filme.
Homem de Neanderthal é a primeira música do filme, intercalando com cenas da infância na natureza com apresentação artística de Ney Matogrosso.
A escolha da música muito combina com o momento, buscando uma identidade ligada ao natural, ao selvagem, ao instinto, algo que foi muito reforçado por Ney ao longo de sua carreira, descrevendo-se como um bicho.
Elvira Pagã, cantora e vedete brasileira, foi um símbolo de ousadia entre os anos 1930 e 1950, despertando o lado artístico do pequeno Ney Matogrosso, que ficou encantado com o comportamento provocador da estrela de rádio que batia de frente com o conservadorismo da época.
O filme traz a cantora Céu interpretando Pagã, com seu sucesso A Rainha da Mata.
Casinha Pequenina foi gravada por muitos artistas desde 1905, sendo a versão de Carlos Galhardo uma das mais populares.
Em Homem com H, Ney Matogrosso chama atenção no coral em Brasília com sua bela voz. A música foi oficialmente gravada por Ney em 2025 para o álbum de trilha sonora do longa.
A cantora e compositora Luhli foi a responsável por apresentar Ney Matogrosso a João Ricardo e Gerson Conrad, com quem formou o trio Secos & Molhados.
Na biografia, a conexão é feita quando Ney canta Réquiem para Matraga, clássico de Geraldo Vandré, que também foi posteriormente gravado pelo artista para a trilha sonora de Homem com H.
E falando em Secos & Molhados, o filme dá ênfase à apresentação de O Vira, uma das primeiras canções do trio, que integra seu álbum de estreia homônimo lançado em 1973.
Composição de João Ricardo e Luhli, é considerada uma das músicas mais emblemáticas do grupo, seja por sua mistura de ritmos, referências folclóricas e a conotação extra que ganha pela apresentação andrógina de Ney Matogrosso.
Homem com H também presta homenagem ao recriar a icônica apresentação de Sangue Latino feita para a TV Tupi que desafiou a censura.
Considerada um marco na televisão brasileira, é uma das apresentações mais comentadas até hoje, mais de cinco décadas após sua transmissão original.
Após os conflitos internos entre os integrantes do Secos & Molhados, Ney Matogrosso lançou carreira solo com o álbum Água do Céu Pássaro.
Ele inclui faixas como Homem de Neanderthal, que abriu o filme, e Açúcar Candy, que marca o seu retorno aos palcos ainda mais ousado e provocativo, livre dos limites que tentavam lhe impor. Com metáforas ambíguas, driblou a censura da época.
Bandido Corazon, do seu disco posterior, também ganha uma atuação envolvente em Homem com H, intercalada com momentos que mostram o seu relacionamento com Regina Chaves, do grupo As Frenéticas, com quem viveu no Leblon em 1976.
Dando continuidade a esta fase da vida de Ney Matogrosso, um plano-sequência ao som de Postal de Amor mostra o artista se envolvendo com várias pessoas pela rua Carlos Góis, retratando as muitas noites de loucuras que o cantor viveu ali.
Composição de Chico Buarque e Ruy Guerra, popularizada na voz de Ney Matogrosso, Não existe pecado ao Sul do Equador toca no filme pouco antes da primeira aparição de Cazuza, que representou uma fase importante na vida de Ney.
Obra de Eden Ahbez, interpretada por Ney Matogrosso com adaptação de Caetano Veloso, a música entra em cena na trilha sonora de Homem com H para retratar o início do romance com Cazuza, com versos românticos marcantes como Eis que uma vez / Num dia mágico o encontrei.
Já nos anos 80, Ney Matogrosso grava Homem com H inicialmente a contragosto: para ele, cantar forró poderia soar como apropriação por não ser do Nordeste.
Ele só aceitou colocar a música em seu disco após ouvir a opinião de Gonzaguinha, que mostrou a ele um novo ponto de vista sobre como a letra era subvertida com sua voz.
Todo o momento é recriado com destaque no filme que leva o nome da faixa que é considerada uma das melhores músicas de Ney Matogrosso.
A música de Cazuza também entrou para o repertório de Ney Matogrosso. No filme, Pro Dia Nascer Feliz chega para mostrar como a amizade com o músico seguiu mesmo após o fim do relacionamento – e já estando com Marco de Maria, com quem viveu por 13 anos.
O Mundo é um Moinho entra para a trilha sonora de Homem com H na cena em que Ney e seu pai fazem as pazes, com uma conversa linda e aberta na qual Seu Antônio revela o arrependimento pela forma como criou o filho – e o artista aceita as desculpas, deixando o passado para trás.
Cazuza, já bastante debilitado pela AIDS, apresentou seu último show no dia 24 de janeiro de 1989, em Recife.
Ney Matogrosso, além de dirigir a turnê, ajudou o cantor a encaixar O Tempo Não Para na setlist do evento, apresentação que entrou para a história. Jullio Reis interpreta Cazuza na biografia.
A trilha sonora de Homem com H conta ainda com a canção Pedra de Rio, entrando em cena em um de seus momentos mais emocionantes. É ao som dela que Ney cuida de Marco de Maria em seus dias finais, vítima das complicações decorrentes da AIDS.
Fechando o filme com chave de ouro, Jesuíta Barbosa entrega o protagonismo nas mãos do próprio Ney Matogrosso, que aparece com registros de seu show no Allianz Parque em 2024. A música escolhida é Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua, original de Sérgio Sampaio.
Enquanto os créditos sobem, Balada do Louco toca. Lançada pelos Mutantes em 1972, a música que questiona padrões sociais é uma composição de Arnaldo Baptista e Rita Lee, também popularizada pela interpretação de Ney Matogrosso.
A discografia de Ney Matogrosso é repleta de trechos irreverentes que exalam autenticidade, ousadia e amor, marcas que o artista deixou não só em sua obra pessoal, mas em toda a música brasileira.
Confira 56 frases do Ney Matogrosso que entraram para a história!


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