Cerveja
Blues Etilicos
“Cerveja”: liberdade, excesso e desejo em ebulição
“Cerveja”, do Blues Etilicos, abraça um paradoxo: a bebida como espelho e como gatilho do excesso. A letra já anuncia isso em “Toda bebida é binóculo da alma / É raio x da perdição dos sentimentos”, unindo mergulho interior e perda de controle. A “alquimia de espuma libertaria” sugere desobediência; o narrador quer “virar esse copo”, chama a bebida para “beijar meu sangue” e se lança “pra tempestade da carne… da rua… do sexo… de tudo”. Em “O mundo é veia aberta à minha volta”, o mundo surge pulsante, disponível, mas também sem limites definidos. A sedução da “loura líquida” atravessa tudo e empurra a experiência para um auge sensorial, onde prazer e perigo caminham juntos.
O histórico da banda reforça a leitura. Pioneiros do blues no Brasil, com longa estrada em bares e palcos, o Blues Etilicos carrega a estética boêmia que a canção celebra. Em 2012, o grupo lançou até um rótulo próprio de cerveja com a Mistura Clássica. Na letra, “paraíso dos desejos, encruzilhada violenta de tesão” explicita a mistura de euforia e risco, enquanto o tempo perde peso: “Que me importa como o tempo passa”. Ao apontar para “liquid sky” (céu líquido), o auge da bebedeira roça o transcendente. No fim, “Cerveja” transforma o copo em símbolo de liberdade, desejo e fuga — mas também de exposição, já que se a bebida é “binóculo da alma”, ela revela, e se é “raio x da perdição dos sentimentos”, ela desarma defesas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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