
Entrelinhas
Boaventura
A sutileza dos encontros urbanos em “Entrelinhas”
A música “Entrelinhas”, de Boaventura, retrata a dinâmica dos encontros casuais em festas e bailes urbanos, destacando o jogo de olhares e sinais não-ditos que marcam o início de uma atração. O personagem central se apoia na habilidade de perceber as "entrelinhas" – os gestos, olhares e pequenas atitudes – para tentar entender se há interesse mútuo. Isso fica claro no verso: “Mas um moleque bom como eu / É muito bom de ler entrelinhas”, mostrando que, mesmo sem palavras diretas, existe uma comunicação silenciosa cheia de expectativas e possibilidades.
A letra adota um tom leve e cotidiano, com descrições que situam o flerte nos detalhes do ambiente, como em “Na entrelinha de um copo e outro / Na entrelinha de um verso e outro”. Esses trechos sugerem que o interesse surge nos intervalos e nas pausas, quando o olhar encontra o outro. A repetição da imagem do “cabelo preto meia noite” reforça a presença marcante e misteriosa da mulher, enquanto versos como “Eu nem sei seu nome / Eu só me perdi no seu olhar” revelam tanto o desejo quanto a insegurança do personagem. Ao oscilar entre a esperança de um romance e a possibilidade de um desencontro, a música captura a leveza e a incerteza típicas dos encontros passageiros nas noites da cidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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