
Instinto e Direção
Boaventura
Relações e desconfiança em "Instinto e Direção" de Boaventura
A música "Instinto e Direção", de Boaventura, retrata o ambiente das periferias urbanas, onde ostentação e inveja caminham lado a lado. Logo no início, o verso “Pingente de ouro, olho gordo quando ver se estrepa” mostra como símbolos de status, como o cordão de ouro, despertam tanto admiração quanto cobiça. Esse cenário de desconfiança se estende para as relações pessoais, especialmente quando o narrador questiona as intenções da parceira: “ela vai jurar vai me dizer que não, que não é pelo cordão, vem na minha direção”. Aqui, fica evidente o receio de que o interesse seja motivado mais pelo status do que por sentimentos verdadeiros, um dilema comum em contextos onde a ascensão social é visível e frequentemente contestada.
A letra também aborda a superficialidade dos relacionamentos, como em “Nem quis saber toda verdade / Mas sem novidade eu imaginei que ia ser assim”. O narrador demonstra resignação diante de relações rasas, onde ambos evitam confrontar a realidade e preferem manter certa distância emocional. A frase “em cima da laje eu vejo sou melhor sozinho” reforça a ideia de autossuficiência, sugerindo que a solidão pode ser uma escolha ou uma forma de proteção. O uso de gírias e referências ao cotidiano da favela, como “a paty nova quer na pele” e “cenas e click na viela ela faz check”, traz autenticidade e insere a música em um universo jovem e urbano, marcado pelo desejo, desconfiança e o constante jogo de aparências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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