
Ritmia do Funk
Boaventura
Misticismo e orgulho periférico em “Ritmia do Funk”
Em “Ritmia do Funk”, Boaventura une referências místicas à vivência real da favela para criar uma narrativa de transformação e afirmação. Ao citar versos como “abracadabra tipo alquimia” e “filho de Deus e também sou filho da Lua”, o artista mistura elementos de magia, espiritualidade e ancestralidade, mostrando como essas imagens reforçam o poder pessoal e a trajetória de ascensão social. O contexto da comunidade da Caixa d’Água, na Zona Sul de São Paulo, aparece de forma direta na letra, especialmente em “Na rua da caixa é o ice, me pergunta o que nóis fez”, trazendo autenticidade e orgulho das origens do artista.
A música valoriza a vida noturna e o baile de rua como espaços de resistência e conquista. Trechos como “Vive perguntando nas área quem na favela vai virando rei” e “Dólar e real se juntando agora, tudo rápido de uma só vez” expressam o desejo de prosperidade e reconhecimento. Expressões como “kit mágico dessa minha dança” e “a ritmia desse meu funk, vai voltando a ser protagonista” destacam o funk como símbolo de identidade e vitória para quem vem da periferia. O tom direto e descontraído, aliado às metáforas de magia e ascensão, transmite uma mensagem de autoconfiança, superação e celebração das raízes, mostrando que o baile e a rua são palcos legítimos para o sucesso de quem vem da favela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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