
O trenzinho do caipira
Boca Livre
Viagem e memória em “O trenzinho do caipira” de Boca Livre
Em “O trenzinho do caipira”, interpretada por Boca Livre, a imagem do trem conduzindo o menino vai além de uma simples viagem: representa a passagem do tempo e o percurso da vida. Ferreira Gullar, responsável pela letra, se inspira em suas lembranças de infância e nas viagens de trem com o pai pelo Maranhão, trazendo um tom pessoal e nostálgico à canção. O movimento constante do trem, descrito como “a rodar”, se conecta à ideia de ciranda e destino, sugerindo que a vida é feita de ciclos, encontros e despedidas, sempre em movimento, assim como o trem que atravessa cidades, noites e paisagens.
A repetição dos versos “Lá vai o trem sem destino / Pro dia novo encontrar” reforça a sensação de esperança e renovação, mostrando que cada novo dia é uma estação desconhecida a ser descoberta. A melodia de Villa-Lobos, criada para evocar o som das locomotivas, se une à poesia de Gullar para criar uma atmosfera nostálgica e contemplativa. A letra celebra a beleza das paisagens brasileiras e a simplicidade das experiências cotidianas. Quando o trem “canta pela serra o luar” e “corre entre as estrelas a voar”, o percurso físico se transforma em uma travessia poética, onde o menino, a vida e o próprio ouvinte se deixam levar pelo fluxo do tempo e das lembranças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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