
Um canto de trabalho
Boca Livre
Tradição e resistência em "Um canto de trabalho" de Boca Livre
"Um canto de trabalho", do grupo Boca Livre, explora como o ritmo do trabalho se entrelaça à identidade e à memória coletiva brasileira. A repetição do verbo "bater" em versos como "bate a cancela", "bate o tempo do pilão" e "bate o atabaque" remete aos sons e movimentos do trabalho manual, evocando os tradicionais cantos de trabalho, como os vissungos. Esses cantos, historicamente usados para coordenar tarefas e fortalecer laços comunitários, também eram formas de resistência e expressão emocional, especialmente entre afrodescendentes escravizados.
A letra mistura cenas do cotidiano rural, como "bate roupa pra lavar" e "boi puxando o carro", com imagens de ancestralidade e transcendência, como "o céu pegando fogo uma estrela vai queimar" e "meu filho me falava que o avô do meu avô... muita pena se passou". O verso "eu sou quem me chama, eu não sou desse lugar" sugere uma busca por pertencimento ou uma sensação de deslocamento, enquanto "vou preparar minha volta" expressa o desejo de retorno às origens. Assim, a música valoriza o trabalho como parte essencial da vida, reconhecendo também o peso da história e das dificuldades enfrentadas pelas gerações passadas, transmitindo sentimentos de resistência, esperança e continuidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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