
Desenredo
Boca Livre
Relações e despedidas em "Desenredo" de Boca Livre
A música "Desenredo", do Boca Livre, usa a imagem de fios, tramas e enredos para falar sobre a complexidade das relações humanas e os ciclos de vida e morte. O verso “A morte tece seu fio / De vida feita ao avesso” mostra como vida e morte estão ligadas, sugerindo que cada experiência faz parte de um tecido maior, onde começo e fim se misturam. Essa visão é influenciada pelo fato de Dori Caymmi, um dos compositores, estar lendo Guimarães Rosa na época, o que trouxe para a canção um clima reflexivo e referências ao sertão e à cultura mineira, mesmo sem ligação direta com o conto de mesmo nome.
A repetição de “Ê, Minas, ê, Minas / É hora de partir, eu vou / Vou-me embora pra bem longe” reforça o sentimento de despedida e deslocamento, típico da saudade mineira. Os versos sobre o olhar – “O olhar que prende anda solto / O olhar que solta anda preso” – destacam as contradições dos sentimentos humanos. Quando a letra diz “me enredo nas tramas do teu desejo” e “me enrosco nas cordas do teu cabelo”, mostra que, apesar do desejo de partir, sempre há algo ou alguém que nos prende. Assim, "Desenredo" reflete sobre a passagem do tempo, a transitoriedade da vida e a força dos laços afetivos, tudo isso em um clima de contemplação, reforçado pela interpretação suave do Boca Livre.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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