
Tapinha
Bonde do Tigrão
Duplo sentido e polêmica cultural em “Tapinha” do Bonde do Tigrão
O refrão repetido de “Um tapinha não dói” em “Tapinha”, do Bonde do Tigrão, traz um duplo sentido que marcou a música: ao mesmo tempo em que faz referência a brincadeiras sensuais e à paquera nas festas de funk, também gerou debates sobre a banalização da violência, especialmente contra a mulher. Apesar do tom animado e descontraído, a letra foi alvo de críticas e até de decisões judiciais, sendo interpretada por muitos como um incentivo à violência de gênero. Isso evidencia a ambiguidade do termo “tapinha” no refrão, que pode ser entendido tanto como parte de uma brincadeira consensual quanto como naturalização de comportamentos agressivos.
A música descreve um ambiente de dança e sedução, com comandos como “Cruze os braços no ombrinho”, “Lança ele pra frente” e “Desce bem devagarinho”, reforçando o clima de festa típico do funk carioca dos anos 2000. O verso “Se te bota maluquinha, um tapinha eu vou te dar porque...” exemplifica essa ambiguidade, sendo lido de formas diferentes pelo público. A polêmica levou à condenação judicial da produtora Furacão 2000, mas, em 2023, o STF reconheceu o funk como manifestação cultural legítima, destacando a importância da liberdade de expressão. “Tapinha” se tornou um símbolo do funk carioca, popularizando gírias como “tigrão” e “tchutchuca”, e mostrando como letras aparentemente leves podem provocar discussões sociais profundas sobre cultura, diversão e respeito.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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