
Nêgo Dito
Branca Di Neve
Afirmação e resistência negra em "Nêgo Dito"
Em "Nêgo Dito", Branca Di Neve interpreta uma composição de Itamar Assumpção que destaca a força e o orgulho da identidade negra. A repetição do nome completo “Benedito João dos Santos Silva Beleléu” e do apelido “Nêgo Dito” funciona como uma afirmação de existência e resistência, especialmente relevante para um personagem negro nascido no Bixiga, bairro paulistano conhecido por sua diversidade cultural. Essa insistência no nome é um gesto de valorização das raízes e da trajetória de quem enfrenta o preconceito diariamente.
A letra traz elementos de autoafirmação e irreverência, como em “não uso pente meu cabelo é ruim”, onde o personagem ironiza o racismo e transforma uma característica estigmatizada em símbolo de autenticidade. Expressões como “mato a cobra e mostro o pau” reforçam a postura destemida e desafiante, enquanto “se chamar a polícia eu viro uma onça, eu quero matar, a boca espuma de ódio” expõe a tensão social e a revolta diante da repressão policial, realidade comum para muitos negros periféricos. A frase “apaguei um no Paraná” pode ser entendida como uma bravata típica do samba ou uma metáfora para a luta pela sobrevivência em ambientes hostis. A interpretação de Branca Di Neve, marcada pelo sambalanço, intensifica o tom de desafio e orgulho, transformando a música em um manifesto de força e identidade negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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