Cemitério
Brô Mcs
Violência e resistência indígena em "Cemitério" do Brô Mcs
A música "Cemitério" do Brô MCs traz uma denúncia direta sobre a violência e o apagamento histórico enfrentados pelos povos Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. O verso “MS é um estado feito com cadáveres do povo Guarani e Kaiowá” resume o principal tema da canção: a construção do estado ocorreu à custa da morte e sofrimento desses povos, vítimas do avanço do agronegócio e da omissão do poder público. Trechos como “com fuzil, metralhadora / todo mundo vê, mas ninguém se importa” mostram que a violência é evidente, mas ignorada pela sociedade e autoridades, reforçando o descaso diante da tragédia indígena.
A alternância entre português e guarani na letra reafirma a identidade cultural dos Brô MCs e simboliza a resistência e a luta pela preservação das raízes indígenas. Ao citar “sem casa, sem escola / com barraco de lona / na beira da estrada”, a música retrata as condições precárias impostas pela expulsão de suas terras. A referência a “fazendo retomada, me chama de invasão / de lá pra cá, descarrega a munição” denuncia a criminalização das tentativas de reocupar territórios tradicionais, frequentemente respondidas com violência. O trecho “maldito bandido, vagabundo, engravatado / dizimaram o meu povo!” responsabiliza políticos e fazendeiros pelo genocídio e pela impunidade, como reforçado pelo contexto de que “assassino fazendeiro sai impune”. Assim, "Cemitério" transforma a dor coletiva em resistência e exige justiça para os povos Guarani e Kaiowá.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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