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Fundo do Poço

Bruna Alimonda

Humor ácido e resistência em "Fundo do Poço" de Bruna Alimonda

Em "Fundo do Poço", Bruna Alimonda utiliza a ironia para transformar a vulnerabilidade em força. Logo no verso “pra me derrubar você vai ter que me levantar primeiro”, ela inverte o clichê e mostra que já chegou a um ponto tão baixo que não há mais como ser derrubada. Esse humor ácido, reconhecido como uma das marcas da artista, serve como proteção: a autodepreciação expõe a fragilidade, mas também revela uma resistência inesperada diante das dificuldades emocionais.

A música repete imagens como “tô no fundo do poço / num poço sem fundo” e “capotada no colchão”, reforçando o cansaço e a desilusão, mas sempre com uma linguagem direta e sem rodeios. O convite irônico para que alguém “estenda a mão, segure em mim e solte” sugere que até as tentativas de ajuda podem se transformar em novas quedas, refletindo a desconfiança e o desgaste diante de situações repetitivas. Ao unir elementos do brega-pop e do romantismo brasileiro, Bruna Alimonda cria uma canção sobre recaídas e superação sem idealizações, usando o humor como uma forma de lidar com a dor e seguir em frente.

Composição: Bruna Alimonda / Arquétipo Rafa. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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