
Dois Paraísos
Bruna Viola
Saudade e raízes em "Dois Paraísos" de Bruna Viola
"Dois Paraísos", de Bruna Viola, aborda de forma clara o sentimento de deslocamento vivido por quem deixa o campo para tentar a vida na cidade. A música destaca o contraste entre a vida rural, com cenas como "gado berrando", "galo cantando" e "café coado pra esperar visita", e a rotina apressada e impessoal da cidade, onde "o povo tem pressa e nem se expressa pra dar um bom dia". Esses versos mostram como a adaptação ao ambiente urbano pode ser difícil e como a saudade das raízes e tradições pesa no cotidiano de quem migra. O verso repetido "hoje aqui nessa cidade eu só sobrevivo, mas não tenho vida" reforça a ideia de que, apesar das oportunidades, a cidade não preenche o vazio deixado pela ausência do lar e da cultura de origem.
A canção tem um tom autobiográfico, refletindo a própria experiência de Bruna Viola ao sair do campo em busca do sonho musical. Detalhes como "caramelo correndo atrás dos bichinhos no décimo andar" e "não dá pra por rede pra gente deitar" ilustram a dificuldade de manter costumes rurais na cidade e a saudade da convivência com a natureza e a família. O título "Dois Paraísos" ganha força no final, quando a artista menciona "nosso antigo ranchinho e também o céu onde a senhora está", unindo a saudade do lar à perda da mãe. Assim, a música se torna uma homenagem à terra natal e à memória materna, celebrando a cultura sertaneja e a beleza de quem carrega dois lares no coração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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