
Edgar e o Corvo
Bruno Darko
(Bem-vindos à minha Cripta pruriginosa)
(Este conto é sobre um dos prazeres inesperados da vida: A morte, claro)
Dias de alegria
Nunca mais
Noites de agonia
Nunca mais
Amar, odiar
Sorrir, chorar
Sentir, sonhar
Nunca mais
Dias de alegria
Nunca mais
Noites de agonia
Nunca mais
Amar, odiar
Sorrir, chorar
Sentir, sonhar
Nunca mais
Já erà meia-noite e Edgar (yeah) lendo no sofá
Começou a lembrar (do quê?)
De quando ele tinha quem amar, abraçar, beijar
Quase dormindo começou a escutar
Um barulho na janela
Sentiu um calafrio da espinha até a canela
E foi ver o que era
Um pássaro entra voando e Edgar se desespera
Diante da ave escura que mantinha uma postura (yeah)
Fria, indiferente, parecia uma tortura
Uma criatura inteligente até demais (demais)
Olhou pra Edgar e disse: Nunca mais
Era um corvo bem maior do que os normais (do que os normais)
Edgar no desespero lembrou de tempos atrás (tempos atrás)
Viu sua vida em segundos, teve um momento de paz (de paz)
E o corvo lendo sua mente respondeu: Nunca mais
Hm, como assim? (Como assim?)
Sua pele arrepiou só de imaginar o fim (fim)
O vácuo, o nada, a falta de sentido
Se tudo acaba um dia do que vale ter vivido?
Viu no olho da ave o abismo do medo
E entendeu que as coisas simples é que valem mais (valem mais)
Entendeu que aquele corvo era o ceifeiro
E que se vive uma vez só
E nunca mais
Dias de alegria
Nunca mais
Noites de agonia
Nunca mais
Amar? Odiar?
Sorrir? Chorar?
Sentir? Sonhar?
Nunca mais
Dias de alegria
Nunca mais
Noites de agonia
Nunca mais
Amar, odiar
Sorrir, chorar
Sentir, sonhar
Nunca mais




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