
A Raiva É Minha
Bruno & Marrone
Conflito emocional e autodefesa em “A Raiva É Minha”
Em “A Raiva É Minha”, Bruno & Marrone abordam o término de um relacionamento sob uma perspectiva marcada pela ironia e autocrítica. Logo no início, o narrador admite que atribuiu defeitos à ex-parceira que ela não possui, mas insiste em manter a raiva como uma forma de lidar com a dor da separação. Esse reconhecimento de que os defeitos são "colocados" nela, e não reais, revela um conflito interno: ele sabe que está sendo injusto, mas precisa desse sentimento para processar a mágoa e justificar o afastamento. O verso “Mas a raiva é minha, eu uso como eu quiser” destaca a tentativa de controlar a própria narrativa emocional, mesmo que isso envolva certa autossabotagem.
A canção explora a dificuldade de perdoar e seguir em frente, tema comum no sertanejo, mas aqui tratado com um olhar mais autocrítico e um toque de humor ácido. O personagem se reconhece como "trouxa" e admite que usa a raiva como válvula de escape, seja “numas bebidas, umas saídas” ou no silêncio. O refrão reforça que, mesmo ciente de estar projetando sentimentos injustos, ele não está pronto para abrir mão da raiva, pois ela é, naquele momento, sua única forma de lidar com a perda. Assim, a música retrata de forma honesta e sarcástica o processo de superação de um fim de relacionamento, mostrando como o ressentimento pode servir de escudo temporário para a vulnerabilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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