Aleixo
Buster
Realidade e resistência no bairro em "Aleixo" de Buster
"Aleixo", de Buster, retrata de forma direta a vida dos moradores do Bairro do Aleixo, no Porto, destacando a luta diária contra a marginalização e a busca por dignidade. O verso “A morte respira-me na cara, enquanto me oferece chapada / Mas eu agarro-me à vida de cabeça levantada” mostra a proximidade constante com o perigo, mas também a determinação de seguir em frente, mesmo diante das adversidades. A menção aos "sacos" que levaram muitos à prisão, mas também garantiram comida em casa, revela o dilema de quem recorre a atividades ilícitas por necessidade, evidenciando as escolhas difíceis impostas pela exclusão social e econômica.
O refrão “Lá na zona é mais de 100, vivem sempre além” reforça a intensidade da vida no bairro, marcada por superação de limites e riscos constantes. Expressões como “um canhão na boca / com dois pits na mão” misturam o universo das motos com o tráfico, ilustrando tanto a adrenalina quanto o perigo real enfrentado pelos jovens. O trecho “Mano, tu pões os óculos e eles miram com binóculos / E a bófia tira fotos” denuncia a vigilância policial e o estigma sobre os moradores, enquanto a crítica à segurança social e à burocracia estatal aparece em “Só observam o terreno sentados numa secretária / Empenham pelos ouvidos, ficam comovidos / Com lágrimas de crocodilos”. Assim, Buster transforma sua vivência em denúncia social, dando voz à comunidade do Aleixo e mostrando sua coragem e autenticidade diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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