O Barco
Cacique Cara de Pau
Cultura popular e exclusão em “O Barco” de Cacique Cara de Pau
A música “O Barco”, de Cacique Cara de Pau, retrata de forma bem-humorada e descontraída o cotidiano das festas e viagens de barco no Pará, destacando elementos típicos da cultura popular local. Termos como “caceteira” e “papudinho” reforçam a identidade regional e criam um ambiente de pertencimento para quem faz parte desse universo festivo. Ao mesmo tempo, a letra delimita quem é aceito nesse espaço, como no verso “Viado não entra / Fica aqui em Belém”, que, apesar do tom leve, evidencia uma exclusão explícita e reflete preconceitos ainda presentes em certos contextos culturais da região.
A canção também brinca com situações do dia a dia, como a venda de lanches baratos (“O lanche completo é 50 centavos”) e a possibilidade de pagar a passagem com vale transporte, aproximando a narrativa do público local e reforçando o caráter popular da música. O convite para “armar sua tenda” e a referência à “merenda no barco” evocam o clima de festa comunitária típico das viagens pelos rios amazônicos. O refrão, com sons onomatopaicos e sem sentido literal (“Aia / Aia / Aialaranla...”), contribui para o tom descontraído e festivo, funcionando como um chamado à diversão coletiva, característica marcante do tecnobrega paraense.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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