
Dupla Saudade
Cacique e Pajé
Memórias e perdas no reencontro em "Dupla Saudade"
A música "Dupla Saudade", de Cacique e Pajé, explora um sentimento de perda que vai além da nostalgia comum. Ao retornar ao local onde cresceu, o narrador não apenas revive lembranças, mas se depara com a destruição e o desaparecimento dos símbolos de sua infância, como o angico na beira da estrada, a antiga porteira e o carro de boi. O termo "dupla saudade" representa essa dor intensificada: não é só a saudade do que foi vivido, mas também a tristeza de perceber que o passado não pode ser recuperado, pois tudo mudou ou se perdeu com o tempo.
A letra destaca elementos típicos da vida rural, como "chapadas, riachos e serras", e objetos do cotidiano do campo, reforçando a ligação afetiva do narrador com suas origens. O verso "Vi risco de lodo na areia branca / Mostrando que a água da mina secou" simboliza não só a transformação do ambiente, mas também a sensação de que as fontes de alegria e pertencimento se esgotaram. No final, sentado no "resto de um velho cocho", o narrador sente um "nó apertando" na garganta, mostrando que a tentativa de matar a saudade resultou em uma dor ainda maior – a "dupla saudade" de quem perdeu tanto pessoas e lugares quanto a própria possibilidade de reviver o passado. A canção reflete sobre a passagem do tempo, as mudanças inevitáveis e a força das memórias, transmitindo um tom nostálgico e profundamente humano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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