
Três Travestis
Caetano Veloso
Empatia e resistência em "Três Travestis" de Caetano Veloso
Em "Três Travestis", Caetano Veloso retrata com sensibilidade a presença das travestis no espaço público, desafiando preconceitos e valorizando suas singularidades. Ao descrevê-las como "três colibris de raça", o artista destaca a beleza e a força dessas figuras, ao mesmo tempo em que utiliza imagens como "lápis e giz / boca e nariz, fumaça" para sugerir o ritual de maquiagem e a construção da identidade. Esses versos remetem ao processo diário de transformação e à busca por autoafirmação diante de uma sociedade que impõe normas rígidas de gênero.
A música foi inspirada por um encontro casual de Caetano com travestis na Avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro, o que reforça o olhar atento e empático do compositor. O tom enigmático da letra se intensifica em perguntas como "Quem é que diz? / Quem é feliz? / Quem passa?", questionando quem tem o direito de definir felicidade ou identidade. No trecho final, "Três travestis / Três colibris de raça / Deixam o país / E enchem París de graça", Caetano sugere que, fora do Brasil, essas identidades podem ser mais aceitas e celebradas. A canção ganhou novo significado quando o artista a resgatou em apoio a Ronaldo Nazário, após o episódio midiático envolvendo travestis, reafirmando seu compromisso com o respeito à diversidade e à dignidade humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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