
Beira-mar
Caetano Veloso
O mar como identidade e devoção em “Beira-mar”
“Beira-mar”, de Caetano Veloso, explora a relação profunda entre o indivíduo e o mar da Bahia, transformando o oceano em símbolo de identidade e pertencimento. O verso “Na terra em que o mar não bate / Não bate o meu coração” mostra que o mar não é apenas cenário, mas parte essencial da existência do narrador. A ligação com a terra natal se revela inseparável do ambiente marítimo, reforçando que o sentido de vida do eu lírico depende dessa conexão.
Imagens como “Nasci numa onda verde / Na espuma me batizei” e “Meu braço espalhado em praia” evidenciam a fusão entre corpo, alma e natureza, sugerindo que o nascimento e o destino do narrador estão ligados ao ciclo do mar e da areia. O contexto histórico da canção, composta durante o auge do tropicalismo por Caetano Veloso e Gilberto Gil, amplia o significado dessas metáforas. Ao citar a Bahia e a Ilha de Itaparica, como em “A Bahia é que é o cais / A praia, a beira, a espuma / E a Bahia só tem uma”, Caetano celebra não só a geografia, mas também o afeto e a cultura locais. O azul do mar, descrito como “cor de minha devoção”, refere-se ao tom único do mar baiano, que “habita em meu coração”. Assim, a música transforma o mar em metáfora de origem, saudade e devoção, expressando um sentimento de pertencimento sereno à terra natal e conectando o mar local ao “mar do mundo”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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