
Onde Eu Nasci Passa Um Rio
Caetano Veloso
Memória e identidade em “Onde Eu Nasci Passa Um Rio”
Em “Onde Eu Nasci Passa Um Rio”, Caetano Veloso explora a ligação entre a terra natal e a formação da identidade, usando o rio como símbolo do tempo e das experiências vividas. O verso “Onde eu nasci passa um rio / Que passa no igual sem fim” transmite a ideia de continuidade e permanência, mesmo diante das transformações da vida. Essa imagem dialoga com o poema “O Rio da Minha Aldeia”, de Fernando Pessoa, onde o rio representa tanto o lugar de origem quanto o caminho existencial, reforçando como as raízes e as lembranças influenciam quem nos tornamos.
A influência de Carlos Drummond de Andrade aparece no verso “Hoje eu sei que o mundo é grande”, ampliando a perspectiva do narrador para além da infância e do local de nascimento, mas sem romper o laço afetivo com o passado. A canção traz uma atmosfera nostálgica e reflexiva, marcada pela melodia suave e pela repetição de imagens do rio e do mar. Quando Caetano canta “O rio só chega no mar / Depois de andar pelo chão / O rio da minha terra / Deságua em meu coração”, ele resume a ideia de que amadurecer e se conhecer são processos contínuos, sempre ligados ao retorno simbólico às origens. As referências literárias e a relação com sua própria trajetória musical tornam a música um retrato sensível e universal sobre memória, tempo e identidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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