
Pecado Original
Caetano Veloso
Reflexão sobre desejo e moralidade em “Pecado Original”
Em “Pecado Original”, Caetano Veloso faz uma crítica à moral tradicional ao abordar o desejo humano e a busca por dignidade. Ao citar “Eu não sou cachorro não”, de Waldick Soriano, Caetano reforça a ideia de que, mesmo diante de julgamentos e repressões, existe uma necessidade legítima de respeito e compreensão das emoções. Essa referência conecta a discussão sobre desejo à luta contra a desumanização imposta por padrões morais rígidos.
A letra utiliza símbolos cristãos, como a maçã e a serpente, para explorar a dualidade entre bem e mal e a complexidade dos desejos. No verso “vivem a eternidade da maçã / tempo da serpente nossa irmã”, Caetano sugere que o desejo é parte essencial da experiência humana, presente desde sempre. Ao afirmar que “todo beijo, todo medo, todo corpo em movimento está cheio de inferno e céu”, ele mostra que cada ação e sentimento traz tanto prazer quanto sofrimento, questionando as fronteiras entre certo e errado. Quando pergunta “O que fazer com o que DEUS nos deu?”, Caetano convida à reflexão sobre como lidar com os impulsos naturais sem negar sua existência ou se submeter à repressão. O trecho final, ao mencionar a “imensidão da fome” e a incerteza sobre o desejo feminino, amplia o debate, mostrando que a busca por sentido e satisfação é universal, mas sempre marcada por dúvidas e contradições.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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