
Zera a Reza
Caetano Veloso
Carnaval e liberdade em “Zera a Reza” de Caetano Veloso
Em “Zera a Reza”, Caetano Veloso utiliza repetições sonoras como “vela/leva”, “seta/tesa” e “rema/maré” para criar um ritmo hipnótico e desconstruir sentidos tradicionais. Essa escolha reflete influências do concretismo e do neobarroco, estilos que valorizam o jogo de palavras e a experimentação formal. O uso desses pares sugere movimento e transformação, aproximando a música da ideia de que a vida, assim como o carnaval, é feita de mudanças e inversões de valores.
O verso “zera a reza” resume a proposta de libertação das amarras religiosas e morais, incentivando uma vivência espontânea e autêntica, como ocorre no pagode e no carnaval, onde o sagrado e o profano se misturam. Caetano faz uma crítica clara à institucionalização da fé e à comercialização do carnaval, especialmente nos versos: “Não quero ter religião / Seja católica / Seja evangélica / Seja Hare Krishna ou candomblé / Ou seja umbanda”. Ele rejeita dogmas e a manipulação midiática, representada pelo “moço bacana, sacana na TV de paletó”, e valoriza a experiência individual e coletiva das festas populares. Ao afirmar “Minha reza é barulho / Minha reza é silêncio / Minha reza é movimento”, Caetano amplia o conceito de espiritualidade, defendendo a autenticidade e a pluralidade cultural. O carnaval, nesse contexto, aparece como espaço de liberdade, onde as diferenças são celebradas e o amor ultrapassa fronteiras entre o bem e o mal, o chão e o céu.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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