
Enquanto Seu Lobo Não Vem
Caetano Veloso
Resistência e cultura em “Enquanto Seu Lobo Não Vem”
Em “Enquanto Seu Lobo Não Vem”, Caetano Veloso faz uma crítica sutil ao regime militar brasileiro, usando a repetição de “Os clarins da banda militar” para simbolizar o autoritarismo e a vigilância constante da época. A letra contrapõe esse ambiente opressivo à força da cultura popular, como na referência à Estação Primeira da Mangueira desfilando sob a Avenida Presidente Vargas. Essa imagem mostra que, mesmo sob o peso do poder militar — representado pela avenida com nome de um presidente autoritário —, a criatividade e a expressão popular continuam vivas, encontrando formas de resistir, mesmo que "por debaixo das ruas" ou "por debaixo das botas".
O convite para “passear na floresta escondida” e “passear escondidos” reforça a busca por liberdade e refúgio em meio à repressão, sugerindo tanto a necessidade de proteção quanto a esperança de dias melhores. A menção a “A Internacional” amplia o tom de contestação, ligando a luta local à resistência global contra regimes opressores. Assim, Caetano utiliza imagens do cotidiano e metáforas para criar uma atmosfera de resistência silenciosa, mostrando que o desejo de liberdade e a cultura persistem mesmo “debaixo das bombas, das bandeiras, das botas, das rosas, dos jardins, da lama, da cama” — em todos os espaços onde a opressão tenta se impor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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