
Deus e o Diabo
Caetano Veloso
Ironia e crítica social em “Deus e o Diabo” de Caetano Veloso
Em “Deus e o Diabo”, Caetano Veloso explora a dualidade entre o sagrado e o profano na cultura brasileira, usando o carnaval como símbolo central dessa convivência. Logo no início, a frase “O carnaval é invenção do diabo que Deus abençoou” destaca a ironia da música: o carnaval, apesar de seus excessos e origens mundanas, é celebrado como um ritual quase sagrado. O título da canção reforça essa ambiguidade, enquanto o contraste entre cidades como Rio de Janeiro e Salvador evidencia como religiosidade e festa popular coexistem no imaginário nacional.
A letra também traz críticas sociais sutis. No verso “Quem pode, pode / Quem não pode vira bode / Foge pra Praça da Sé”, Caetano ironiza as desigualdades e a exclusão social presentes até mesmo em festas populares. Outro trecho, “A rua Chile sempre chega pra quem quer”, foi visto pelos censores do regime militar como uma possível incitação à insurreição, mas, no contexto da música, ressalta o carnaval como espaço democrático, aberto a todos que desejam participar. Expressões como “os pulmões do meu Brasil” e referências a cidades “cheias de encantos mil” dialogam com o orgulho nacional, mas sempre com o tom crítico e irônico de Caetano, que expõe as contradições do país de forma leve e acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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