
Domingo
Caetano Veloso
Roda, solidão e contemplação em "Domingo" de Caetano Veloso
Em "Domingo", Caetano Veloso utiliza a imagem da roda para transmitir a ideia de movimento cíclico e coletivo, como em "toda gente roda ao redor desta tarde". Essa repetição sugere a rotina e a passagem do tempo, criando uma atmosfera contemplativa e levemente melancólica, que é característica tanto da letra quanto da sonoridade do álbum "Domingo". O contexto do lançamento, anterior ao tropicalismo, se reflete na escolha de uma linguagem mais sutil e introspectiva, alinhada à bossa nova, em vez de experimentações mais ousadas.
A rosa, elemento central da letra, simboliza beleza e fragilidade, mas também solidão e expectativa não correspondida. Nos versos "Rosa, não espera por mim / Rosa, menina pousada / Não espera por nada / Não espera por mim", Caetano expressa uma desconexão entre o eu lírico e o objeto de seu afeto, como se a rosa — ou a pessoa que ela representa — estivesse indiferente à sua presença ou desejo. A repetição de "não há madrugada esperando por mim" reforça o sentimento de estagnação e a ausência de esperança por renovação, como se o ciclo do dia não trouxesse promessas de mudança. O cenário da praça e do jardim amplia a sensação de espaço público e aberto, mas, ao mesmo tempo, destaca uma solidão íntima, reforçando o tom sereno e reflexivo que Caetano e Gal Costa imprimem à canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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