
Jeito de Corpo
Caetano Veloso
Identidade e liberdade em “Jeito de Corpo” de Caetano Veloso
Em “Jeito de Corpo”, Caetano Veloso explora a multiplicidade da identidade brasileira ao citar diretamente os Trapalhões: “Eu sou Renato Aragão, santo trapalhão / Eu sou Muçum, sou Dedé / Sou Zacarias, carinho / Pássaro no ninho / Qual tu me vê na tevê”. Ao se colocar como esses personagens icônicos da televisão, Caetano brinca com a ideia de ser muitos ao mesmo tempo, transitando entre o sagrado e o profano, o popular e o sofisticado. Essa escolha reforça sua identificação com o Brasil diverso e espontâneo, mostrando que a identidade pode ser fluida e aberta à mistura.
O verso “Não me digam que eu estou louco, é só um jeito de corpo” funciona como uma defesa da liberdade de ser diferente, destacando o direito à individualidade e à expressão autêntica. Caetano já afirmou em entrevista que a música é uma “curtição com o linguajar paulistano e com o modo de eu sentir as coisas hoje”, o que reforça o tom experimental da canção. Referências como “Sampa na Boca do Rio” unem São Paulo e Salvador, cidades importantes em sua trajetória, enquanto frases como “Transcende o marco dois mil” e “Sou celacanto do mar / Adolescendo solar” misturam existencialismo e ludicidade. Assim, “Jeito de Corpo” celebra a mistura, o improviso e a autenticidade, usando referências culturais e jogos de palavras para afirmar que ser diferente é um modo legítimo de existir.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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