
O Cu do Mundo
Caetano Veloso
Crítica social e resistência em “O Cu do Mundo” de Caetano Veloso
Em “O Cu do Mundo”, Caetano Veloso faz uma crítica contundente à situação do Brasil durante o governo Collor, usando o título provocativo para chamar atenção ao sentimento de marginalização e abandono do país. A escolha do termo não é gratuita: Caetano transforma o desconforto em denúncia, expondo a degradação social e política daquele período. Palavras fortes como “furto”, “estupro”, “rapto pútrido” e “fétido seqüestro” são usadas para escancarar a violência e a corrupção, reforçando o tom sombrio da canção.
A letra traz referências diretas à barbárie dos linchamentos e à desumanização coletiva, como nos versos “À subsombra desumana dos linchadores” e “A mais triste nação / Na época mais podre / Compõe-se de possíveis / Grupos de linchadores”. Esses trechos evidenciam uma sociedade marcada pelo ódio, intolerância e justiça com as próprias mãos, temas que Caetano critica ao associar o Brasil a um “sítio” esquecido e corrompido. O contexto histórico de crise política e social potencializa o impacto da metáfora central: o país visto como o “cu do mundo”, um lugar relegado ao desprezo, mas também um espaço de resistência e denúncia artística.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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