
Pardo
Caetano Veloso
Identidade e desejo em "Pardo" de Caetano Veloso
Em "Pardo", Caetano Veloso explora a complexidade da identidade racial no Brasil, conectando-a ao desejo e à afetividade. O verso “Sou pardo e não tardo a sentir-me crescer o pretume” mostra como Caetano percebe sua própria identidade como algo em constante transformação, marcada pela mistura e pela aproximação com a negritude. Ele faz referência à sua experiência pessoal e à de sua mãe, que foi registrada como "cor parda", usando o termo não apenas para falar da cor da pele, mas como ponto de partida para discutir pertencimento e a fluidez das fronteiras raciais no país.
A letra traz um diálogo carregado de sensualidade e afeto, como em “Teu rosa é mais rosa que o rosa da mais rosa rosa” e “Veio um beijo preto / Sangue sob a pétala”, onde cor e toque se misturam para expressar desejo e aproximação. O trecho “Nenhum orixá poderá desmanchar o que houve lá” sugere que a conexão entre os personagens é tão intensa que nem mesmo forças espirituais podem desfazê-la. O arranjo de metais, criado por Letieres Leite, reforça a atmosfera afro-brasileira, conectando a música à ancestralidade negra. Ao repetir “Sou pardo e me ardo de amores por ti sem ciúme”, Caetano destaca um amor livre de possessividade, que valoriza as diferenças e reconhece a alteridade do outro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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