O abismo da nossa ambição
A navalha da bifurcação
Escolher entre um sim ou não
O principio da dualidade

Onde está nossa vontade?
Onde esta nosso prazer?
Qual caminho escolher?
Como não se arrepender?
Tudo certo, nada perfeito


Nesse mundo tão igual diferente
Não há escolha divergente
Entre o céu e o inferno
Entre o agora e o eterno

O superficial e o fraterno
O antigo e o novo moderno
Eu mancho de preto ou branco
A alegria e o pranto
Tudo certo, nada pefeito

Entre a razão e a emoção
Não há escolha do meio
Nem talvez, nem não sei
Posso aceitar, mas nao vou me conformar

Quero ficar em cima do muro
Enxergar tudo do alto
Poder sentir o ar misturado
E colher tanto as maçãs quanto as peras


Vou me posicionar
Vou ficar em cima do muro

Não provoque o meu sentimento
Eu os sinto como o vento
Tudo certo, nada perfeito
Eu aprendi desse jeito

Tudo certo, nada perfeito...

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