
Carlos Urubu
Caio Ocean
Violência e resistência urbana em “Carlos Urubu” de Caio Ocean
Em “Carlos Urubu”, Caio Ocean constrói um retrato direto da vida nas periferias do Rio de Janeiro, usando o personagem-título como símbolo do medo e da resistência presentes nesses ambientes. A repetição de “Carlos Urubu, terror da zona norte” destaca como o personagem é visto tanto como ameaça quanto como sobrevivente. O apelido “urubu” reforça essa ideia, já que o animal é associado à sobrevivência em meio à morte e à violência, algo comum no cotidiano das comunidades retratadas.
A letra traz cenas de confronto com a polícia, como em “com o gt atravessado, vários parabellum”, mostrando a tensão constante e a dificuldade de distinguir entre inocentes e criminosos. Versos como “inocente toma enquadro, é vários parabellum” e “dois tiros no peito, ficou estendido na via expressa” evidenciam a violência policial e a vulnerabilidade dos jovens da periferia. Caio Ocean também critica a busca por status, ao citar marcas como “Nike e supreme na mesma peita”, em contraste com a simplicidade das casas do bairro, descritas como “pastel, um tom marrom”. Ao afirmar “não quero voltar pra casa, sou filho da rua”, o artista expressa o sentimento de pertencimento à rua e à luta diária, tema recorrente em sua trajetória e no EP “Garoto Oceano”. A música, assim, revela os desafios, o orgulho e a luta pela sobrevivência que marcam a juventude periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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