
Roger o Castor
Caio Ocean
Crônica urbana e resistência em "Roger o Castor" de Caio Ocean
"Roger o Castor", de Caio Ocean, se destaca por transformar a rotina difícil de Roger em uma crônica direta e irônica sobre a vida na periferia. O apelido "Fuga do enquadro" já indica o clima da música: Roger está sempre tentando escapar da polícia e das regras de um Estado que, para ele e seus amigos, aparece apenas como inimigo. O refrão repetitivo, "Traficando nas esquinas do meu bairro", não só retrata o cotidiano, mas também reforça a ideia de um ciclo sem fim, onde o tráfico é visto tanto como forma de sobrevivência quanto de resistência diante da falta de oportunidades reais.
A letra traz imagens do dia a dia, como em "Movimentando cadeiras como roubamos carteiras", usando a metáfora para mostrar que, na quebrada, tudo exige adaptação e jogo de cintura. O certo e o errado se misturam porque o sistema já falhou com essas pessoas. O tom irônico aparece quando Roger pede: "deixa eu brincar só mais um pouco, deixa eu rimar", mostrando que, apesar das dificuldades, ele ainda quer viver, se expressar e ser ouvido. No final, Caio Ocean evidencia que, mesmo diante da incerteza, existe uma vontade de continuar contando essa história, representando a resiliência de quem vive à margem, mas não se cala.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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