
O Ladrão Pobre e o Ladrão Rico
Caju & Castanha
Desigualdade social e ironia em “O Ladrão Pobre e o Ladrão Rico”
A música “O Ladrão Pobre e o Ladrão Rico”, de Caju & Castanha, faz uma crítica direta e irônica à desigualdade no tratamento de criminosos no Brasil, dependendo de sua classe social. A letra destaca o contraste entre o ladrão rico, que é descrito como “engravatado”, chamado de “doutor” ou “advogado”, e que conta com respeito social, bons advogados e proteção, e o ladrão pobre, sempre visto como “azarado” e “coitado”, alvo de violência policial e desprezo. Trechos como “levou um cassete triste na feira do camelô” e “amanheceu morto na favela da rocinha” ilustram a brutalidade enfrentada pelos pobres, enquanto o rico “faz assalto vai pra casa se deitar”, mostrando a impunidade garantida pelo privilégio.
A música utiliza o humor e a sátira, marcas registradas de Caju & Castanha, para escancarar a hipocrisia social: o ciclo de desigualdade se perpetua até nas gerações seguintes, com o filho do ladrão rico já nascendo com privilégios, enquanto o do pobre é alvo de preconceito desde cedo. A letra também compara situações cotidianas, como o roubo de uma cueca ou de um carro importado, para mostrar que a desigualdade está presente em todos os níveis. O ritmo acelerado da embolada e o tom descontraído tornam a denúncia acessível, mas não menos contundente, sobre as injustiças sociais e a seletividade do sistema de justiça brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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