
El Viejo
Calibre 50
Empatia, culpa e redenção em “El Viejo”, de Calibre 50
Em “El Viejo”, do Calibre 50, a compaixão aparece de onde menos se espera: não é o rico que perdoa, é o mendigo quem salva o agressor. O cenário tenso — “cuando el sol se pone muy insoportable” (quando o sol fica muito insuportável), semáforo vermelho, carro elegante, a queda do idoso — expõe o choque entre dignidade e abuso de poder. Tomado pela raiva, o narrador admite “me ganó el coraje” (a raiva tomou conta de mim), saca a arma e aponta “a quemarropa” (à queima-roupa). A ideia de que “para la muerte todos son iguales” (perante a morte todos são iguais) deixa de ser princípio moral e vira justificativa para executar alguém. O semáforo vermelho funciona como “pare” ético ignorado, enquanto o “carro sucio” (carro sujo) simboliza o fetiche de status que alimenta o desprezo pelo pobre — eixo da crítica social sugerida na canção.
A virada chega quando o velho, faminto e humilhado, pede “No lo mate / la culpa fue mía” (não mate ele / a culpa foi minha). A empatia de quem menos tem desmonta o ciclo de violência, faz o agressor chorar e abre espaço para arrependimento: “Que Dios me perdone / gracias por la nueva vida” (que Deus me perdoe / obrigado pela nova vida). A narrativa leva o ouvinte do choque ao alívio, mostrando como a dignidade resiste mesmo na miséria e como a “justiça”, sem freio, vira violência. No fim, “El Viejo” reforça que, diante da desigualdade, a verdadeira força não vem do dinheiro nem do poder, mas de reconhecer o outro, pedir desculpas e mudar de caminho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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