
Acordem As Guitarras
Camané
Tradição e saudade em “Acordem As Guitarras” de Camané
Em “Acordem As Guitarras”, Camané faz um chamado para que guitarras e fadistas despertem, indo além de um simples convite à música. Ele convoca a memória coletiva e as tradições que formam a essência do fado e dos bairros históricos de Lisboa, como Alfama e Bairro Alto. A letra cita diretamente esses lugares, reconhecidos como berços do fado, e utiliza imagens como “sombras da moirama” e “brumas dessa alfama” para criar uma atmosfera de nostalgia e mistério, remetendo à herança mourisca e à melancolia típica desses bairros.
O fado aparece como um ritual quase sagrado, especialmente nos versos “Desfiem numa reza / Rosários de cantigas”, em que as músicas são comparadas a orações. As guitarras e vozes tornam-se instrumentos para preservar histórias e sentimentos do passado. Expressões como “retalhos de vida” e “umbrais dum passado” reforçam o papel do fado como guardião das experiências e emoções coletivas. Já “ais inocentes / que embargam a voz” traduzem a intensidade emocional do gênero. Ao mencionar vielas e tabernas, a música amplia o convite para toda a comunidade, celebrando o fado como uma expressão viva da cultura portuguesa e da saudade presente nos bairros antigos de Lisboa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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