
Esquina de rua
Camané
Solidão e exclusão feminina em “Esquina de rua” de Camané
A música “Esquina de rua”, interpretada por Camané, retrata de forma sensível a solidão e a busca por afeto de uma mulher que percorre as ruas de Lisboa. No verso “Andavas devagarinho / Pelas ruas de Lisboa / Em busca de algum carinho / Que te fosse pão e vinho”, a metáfora do “pão e vinho” destaca que o carinho é visto como algo tão essencial quanto o alimento e a fé, reforçando a ideia de necessidade básica e espiritual. O fado, gênero marcado pela melancolia, intensifica o clima de resignação e tristeza que permeia a narrativa.
A letra constrói a imagem de uma mulher invisível para a sociedade, evidenciada em “ninguém dormia a teu lado / ninguém sabia que amado / o teu corpo se acendia”. Esses versos apontam não só para a solidão física, mas também para a ausência de reconhecimento e afeto verdadeiro. O refrão “Podias ter sido mãe / Podias ter sido alguém / Mas foste esquina de rua” carrega um forte simbolismo: a “esquina de rua” representa tanto o espaço físico quanto a condição de marginalidade e anonimato. Assim, a canção vai além de uma história individual, tornando-se um comentário social sobre a exclusão e a invisibilidade de mulheres solitárias em Lisboa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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