
Encarcerado
Câmbio Negro
Realidade social e exclusão em “Encarcerado” do Câmbio Negro
“Encarcerado”, do Câmbio Negro, retrata de forma direta a trajetória de um jovem da periferia que, influenciado pelo ambiente social, acaba preso. A letra mostra como a violência e o envolvimento com drogas se tornam parte do cotidiano, deixando claro que a criminalidade é resultado de um processo gradual. O personagem principal começa como um menino comum da periferia, que “gostava de jogar bola, soltava pipa”, mas é levado ao crime pela falta de oportunidades e pela influência do “movimento que rolava atrás da quadra”. O contexto da Ceilândia, região marcada pela desigualdade, é fundamental para entender essa narrativa.
A música detalha a escalada do vício, começando pela maconha e evoluindo para a cocaína, chamada de “dama branca”. O impacto do vício aparece tanto no comportamento autodestrutivo do protagonista quanto no sofrimento da família, especialmente da mãe, que “ajoelhava e rezava”. O ciclo de criminalidade se intensifica com assaltos armados, levando à prisão violenta e desumanizadora, como nos versos “tratado como bicho baleado, chute na costela”. O desfecho, “já tô morto só não fui enterrado”, reforça a crítica social do Câmbio Negro ao sistema que marginaliza e destrói vidas. A música aborda temas como racismo, violência policial e encarceramento em massa, tornando-se um retrato coletivo das consequências da exclusão social e da falta de perspectivas para a juventude negra e periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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